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Agronegócio

Brasil responderá sozinho por cerca de 42% de toda a soja colhida no mundo

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A produção de soja dos Estados Unidos acima do esperado aumentou a pressão sobre os preços justamente quando o produtor brasileiro inicia a safra 2026/27. As cotações recuaram 1,8% na Bolsa de Chicago após a divulgação, nesta sexta-feira (11), do novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O órgão elevou a estimativa da safra americana para 123,42 milhões de toneladas, contrariando os analistas, que esperavam uma redução para aproximadamente 122,5 milhões. O aumento considera uma produtividade maior e a ampliação da área que deverá ser efetivamente colhida.

Para o agricultor brasileiro, uma safra maior nos Estados Unidos significa mais soja disponível no mercado durante os próximos meses. Como a colheita americana coincide com o início do plantio no Brasil, esse volume adicional pode limitar uma recuperação das cotações internacionais no curto prazo.

A pressão, porém, não vem apenas da produção americana. O USDA manteve a estimativa da safra mundial em 442,35 milhões de toneladas e a produção brasileira em 186 milhões. Se a projeção se confirmar, o Brasil responderá sozinho por cerca de 42% de toda a soja colhida no mundo.

A combinação de grandes safras nos dois principais produtores amplia a disputa pelos compradores. Nesse cenário, preços, qualidade, disponibilidade de produto, custos portuários e eficiência logística passam a ter peso ainda maior na competitividade das exportações brasileiras.

O relatório também trouxe fatores capazes de limitar a queda das cotações. A previsão de exportações dos Estados Unidos subiu 1,5%, para 45,86 milhões de toneladas, enquanto os estoques americanos ao fim da temporada foram reduzidos em 3,2%, para 8,43 milhões.

Isso significa que parte da produção adicional deverá ser absorvida pelo mercado externo. Os estoques menores indicam que, apesar da colheita elevada, não haverá necessariamente uma sobra tão grande de soja nos armazéns americanos ao fim da safra.

A China continua sendo o principal ponto de sustentação da demanda. O USDA manteve em 115 milhões de toneladas a projeção das importações chinesas em 2026/27. Para o Brasil, maior fornecedor da oleaginosa ao país asiático, a manutenção desse volume reduz o risco de uma queda mais acentuada nas vendas externas.

As exportações brasileiras foram estimadas em 118 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior. O volume equivale a mais de 63% da produção projetada para o país e mostra quanto a remuneração do produtor continuará dependente do mercado internacional.

A queda em Chicago não é transferida automaticamente, na mesma proporção, para os preços pagos no interior do Brasil. A cotação recebida pelo agricultor também depende do câmbio, dos prêmios nos portos, do frete, da demanda das indústrias e das condições de armazenagem em cada região.

No milho, o relatório trouxe um sinal relativamente mais favorável aos preços. A produção mundial foi reduzida para aproximadamente 1,290 bilhão de toneladas, queda de 0,61% em relação à projeção de agosto. Os estoques globais também recuaram para 272,1 milhões de toneladas.

O principal corte ocorreu nos Estados Unidos. A estimativa da produção americana caiu 1,33%, para cerca de 401 milhões de toneladas. Os estoques finais do país foram reduzidos em pouco mais de 5%, para 39,7 milhões de toneladas. Menos milho disponível no maior produtor mundial tende a oferecer sustentação às cotações internacionais.

Para o Brasil, a produção foi mantida em 139 milhões de toneladas, mas a previsão de exportações caiu de 44 milhões para 43 milhões. Ao mesmo tempo, o USDA elevou a estimativa de consumo interno brasileiro de 100 milhões para 102 milhões de toneladas.

A revisão indica que uma parcela maior do milho poderá ser absorvida dentro do país, principalmente pelas cadeias de proteína animal e pela indústria de etanol. O consumo doméstico mais forte pode ajudar a reduzir a pressão provocada pela safra elevada, embora os preços também dependam do ritmo dos embarques e da capacidade de armazenagem.

No trigo, o cenário é diferente. A produção mundial foi elevada para 822,43 milhões de toneladas e os estoques globais subiram para 276,29 milhões. Uma oferta internacional mais confortável tende a conter os preços do cereal.

O USDA reduziu a estimativa da safra brasileira de trigo de 6,1 milhões para 6 milhões de toneladas. A previsão de importações permaneceu em 7,5 milhões e a de exportações foi mantida em 1,9 milhão de toneladas.

A Argentina, principal fornecedora do mercado brasileiro, deverá colher 21,5 milhões de toneladas e exportar 15,5 milhões. A maior disponibilidade argentina pode reduzir o custo de abastecimento dos moinhos brasileiros, mas também aumenta a concorrência enfrentada pelos triticultores, principalmente no Sul do país.

O relatório deixa sinais diferentes para as três culturas. A soja enfrenta pressão da oferta elevada, embora a demanda chinesa e a redução dos estoques americanos ofereçam sustentação. O milho encontra apoio nos cortes da produção e dos estoques dos Estados Unidos. Já o trigo brasileiro terá de competir com uma safra maior na Argentina e com o aumento da disponibilidade mundial.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Ministro André de Paula cumpre agenda do Mapa em Minas Gerais

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, cumpre agenda em Minas Gerais nesta segunda-feira (21) e terça-feira (22). Entre os compromissos estão a entrega da Usina Fotovoltaica do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Minas Gerais (LFDA-MG), a entrega do Prêmio InovaLFDA 2025, a assinatura de parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além da participação na abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão e da assinatura de Protocolos de Intenções do ConSIM-MG.

Na segunda-feira (21), em Pedro Leopoldo (MG), o ministro participa da cerimônia de entrega da Usina Fotovoltaica do LFDA-MG, iniciativa voltada à ampliação da eficiência energética e à sustentabilidade das instalações laboratoriais. A agenda também inclui a entrega do Prêmio InovaLFDA 2025 e a assinatura de instrumento de parceria entre o Mapa e o MCTI.

Na terça-feira (22), em Belo Horizonte (MG), André de Paula participa da cerimônia de abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão. Pela tarde, na Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais, o ministro participa da assinatura de Protocolos de Intenções do ConSIM-MG e da apresentação dos resultados do Projeto Rural Sustentável Cerrado no estado.

O ConSIM-MG integra as ações do Mapa para qualificação dos serviços de inspeção e preparação de novos estabelecimentos para futura adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Nesta etapa, serão firmados protocolos com três consórcios intermunicipais: CIMAMS, ICISMEP e CODANORTE, com alcance potencial de até 224 municípios.

Minas Gerais possui atualmente 32 serviços de inspeção integrados ao Sisbi-POA, sendo 26 consórcios públicos, o maior número entre os estados brasileiros. A estrutura alcança 464 municípios e reúne 318 estabelecimentos ativos em diferentes cadeias produtivas.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de imprensa interessados na cobertura deverão encaminhar nome completo, veículo de comunicação e cargo para o e-mail [email protected]

SERVIÇO:

Agenda em Minas Gerais

Segunda-feira (21/9)

14h30 – Cerimônia de Entregas do LFDA-MG

  • Entrega da Usina Fotovoltaica do LFDA-MG
  • Entrega do Prêmio InovaLFDA 2025
  • Assinatura de instrumento de parceria entre o Mapa e o MCTI

Local: Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Minas Gerais (LFDA-MG)
Av. Rômulo Joviano, s/n – Olaria, Pedro Leopoldo (MG)

Terça-feira (22/9)

10h – Cerimônia de abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão
Local: Expominas, Avenida Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte (MG)

14h – Cerimônia de assinatura dos Protocolos de Intenções ConSIM-MG e apresentação dos resultados do Projeto Rural Sustentável Cerrado em Minas Gerais
Local: Auditório da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Minas Gerais
Avenida Raja Gabaglia, 245 – Cidade Jardim, Belo Horizonte (MG)

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Estoques de CPR somam R$ 600,3 bilhões em agosto

Publicado

Os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR), referentes a agosto de 2026, totalizaram R$ 600,3 bilhões, distribuídos em 359 mil cédulas. O ticket médio foi de R$ 1,67 milhão. Considerando os papéis emitidos entre julho e agosto, nos dois primeiros meses da safra 2026/27, foram registradas R$ 62,50 bilhões em novas CPR.

Os dados integram o Boletim de Finanças do Agro, divulgado mensalmente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola.

Em relação à Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os estoques do título totalizaram R$ 561,29 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,77 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento ao setor agropecuário. Desse montante, ao menos 45%, correspondente a R$ 151,55 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores consideram a safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram, em julho, estoques de R$ 174,95 bilhões e R$ 30,62 bilhões, respectivamente.

No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), os dados de julho de 2026 indicam patrimônio líquido de R$ 65,78 bilhões, distribuídos entre 291 fundos.

Informações à imprensa
[email protected]

 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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