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Agronegócio

Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15

O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Mercado de Frango no Brasil: Preços Estáveis no Atacado e Exportações em Alta Sustentam Cenário de Equilíbrio

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O mercado brasileiro de frango encerrou a semana com comportamento de estabilidade nos preços do atacado e do frango vivo, refletindo um cenário de acomodação após períodos de expectativa por novos reajustes. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor opera em ambiente de maior equilíbrio entre oferta e demanda, ao mesmo tempo em que mantém desempenho positivo nas exportações.

Preços do frango permanecem estáveis no mercado interno

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o mercado doméstico apresenta acomodação nas cotações, sem espaço relevante para reajustes no curtíssimo prazo.

O atacado registra firmeza nos preços, mas com menor expectativa de alta na segunda quinzena do período analisado. A leitura do setor é de que o equilíbrio entre oferta e demanda tende a se manter, especialmente diante da possível redução dos alojamentos nos próximos meses.

Outro fator de suporte para o setor é o controle dos custos de nutrição animal, que seguem relativamente estáveis e contribuem para a manutenção da rentabilidade da cadeia produtiva.

Biosseguridade e custos sustentam desempenho do setor

O bom desempenho das exportações e o controle sanitário seguem como pilares importantes do mercado avícola brasileiro. O monitoramento constante da Influenza Aviária permanece como ponto de atenção, embora o Brasil mantenha status sanitário favorável, o que sustenta o fluxo de embarques internacionais.

Segundo o analista, eventuais ocorrências da doença em outros países também influenciam oportunidades comerciais para o produto brasileiro, reforçando a importância da vigilância sanitária contínua.

Cotações internas seguem sem alterações

O levantamento da Safras & Mercado indica estabilidade nos preços ao longo da semana nas principais praças brasileiras.

No atacado de São Paulo, os cortes congelados mantiveram os seguintes valores: peito a R$ 8,50/kg, coxa a R$ 6,90/kg e asa a R$ 11,00/kg. Na distribuição, os preços permaneceram em R$ 8,70/kg para o peito, R$ 7,10/kg para a coxa e R$ 11,25/kg para a asa.

Nos cortes resfriados, também não houve variações. No atacado, o peito seguiu a R$ 8,60/kg, a coxa a R$ 7,00/kg e a asa a R$ 11,10/kg. Na distribuição, os valores permaneceram em R$ 8,80/kg, R$ 7,20/kg e R$ 11,35/kg, respectivamente.

No mercado do frango vivo, o levantamento mensal aponta estabilidade em diversas regiões. Em São Paulo, o quilo seguiu a R$ 5,20. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a cotação permaneceu em R$ 4,75, enquanto no oeste do Paraná ficou em R$ 4,60.

Em outras praças, os preços também não apresentaram variação: Mato Grosso do Sul (R$ 5,30/kg), Goiás e Minas Gerais (R$ 5,40/kg), Distrito Federal (R$ 5,30/kg), Ceará (R$ 6,80/kg), Pernambuco (R$ 7,00/kg) e Pará (R$ 7,20/kg).

Exportações de carne de frango crescem e reforçam sustentação do mercado

As exportações brasileiras de carne de aves, frescas, refrigeradas ou congeladas, registraram forte desempenho em junho.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o país faturou US$ 665,035 milhões no período de 14 dias úteis, com média diária de US$ 47,502 milhões. O volume exportado atingiu 330,024 mil toneladas, com média diária de 23,573 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.015,1 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve crescimento expressivo: alta de 69% na receita média diária, avanço de 50,7% na quantidade média diária exportada e valorização de 12,2% no preço médio.

O desempenho reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais de carne de frango, sustentando o equilíbrio do mercado interno mesmo em um cenário de preços estáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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