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Agronegócio

China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre caminho para expansão das exportações de carne suína

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O agronegócio brasileiro conquistou uma importante vitória no mercado internacional. A China reconheceu oficialmente todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, medida que deverá impulsionar as exportações de carne suína, ampliar oportunidades comerciais e fortalecer ainda mais as relações sanitárias entre os dois países.

O anúncio foi celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que destacou o trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a ApexBrasil, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo nacional.

A decisão representa um marco para a suinocultura brasileira e reforça o reconhecimento internacional da qualidade e da robustez do sistema de defesa sanitária do país.

Reconhecimento amplia oportunidades para a suinocultura brasileira

Segundo a ABPA, o novo status sanitário deverá gerar benefícios imediatos para estados que possuem frigoríficos habilitados a exportar para a China.

Até então, apenas Santa Catarina possuía o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas, condição que permitia o embarque de produtos com maior valor agregado, como carnes com osso e miúdos externos.

Com a ampliação do reconhecimento para todo o território nacional, estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso passam a ter acesso às mesmas condições comerciais, ampliando a competitividade da carne suína brasileira no principal mercado consumidor do mundo.

Atualmente, Santa Catarina conta com sete plantas habilitadas para exportação ao mercado chinês, enquanto o Rio Grande do Sul possui oito unidades autorizadas e Mato Grosso uma planta exportadora apta a atender o país asiático.

Exportações podem crescer mais de 40 mil toneladas por ano

As projeções da ABPA indicam que o reconhecimento sanitário poderá gerar um incremento superior a 40 mil toneladas anuais nas exportações brasileiras de carne suína destinadas à China.

O aumento dos embarques deve contribuir para fortalecer a renda dos produtores, estimular investimentos na cadeia produtiva, gerar novos empregos e ampliar a entrada de divisas na economia brasileira.

Além do crescimento das exportações, a medida cria condições para futuras habilitações de frigoríficos em outras regiões do país, ampliando ainda mais o potencial de expansão do setor.

Confiança sanitária fortalece posição do Brasil no mercado global

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão chinesa é resultado de décadas de trabalho voltado ao fortalecimento da sanidade animal brasileira e à construção de credibilidade internacional.

Segundo ele, o reconhecimento demonstra a confiança das autoridades chinesas na qualidade dos sistemas brasileiros de vigilância, controle sanitário e defesa agropecuária.

A medida também reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor estratégico de proteína animal para mercados exigentes, em um momento em que a segurança alimentar e os padrões sanitários ganham importância crescente no comércio internacional.

Brasil amplia protagonismo no comércio mundial de proteínas

O reconhecimento da China ocorre em um cenário de aumento da demanda global por alimentos seguros, rastreáveis e produzidos sob elevados padrões sanitários.

Nesse contexto, a certificação de todo o território nacional como livre de febre aftosa fortalece a competitividade da proteína animal brasileira e amplia as perspectivas de crescimento das exportações nos próximos anos.

Além de consolidar a liderança brasileira na produção de carnes, a decisão cria um ambiente mais favorável para o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e China, principal destino das exportações do agronegócio nacional.

Sanidade animal segue como diferencial estratégico

A conquista reforça a importância dos investimentos contínuos em defesa agropecuária, vigilância sanitária e rastreabilidade da produção.

Especialistas do setor avaliam que a manutenção de elevados padrões sanitários continuará sendo um dos principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Com o novo reconhecimento, a suinocultura nacional ganha fôlego para ampliar sua presença no mercado chinês e consolidar o Brasil entre os maiores fornecedores globais de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino

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A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.

O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.

As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.

Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã

A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.

Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.

“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.

Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.

O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.

“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.

Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade

De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.

“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.

O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.

Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.

“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.

Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável

Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.

O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.

Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.

“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.

Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados

Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.

“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.

Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Rastreabilidade fortalece competitividade da pecuária brasileira e amplia acesso a mercados internacionais

Publicado

A rastreabilidade vem ganhando protagonismo na pecuária brasileira diante do aumento das exigências relacionadas à origem, transparência e segurança dos alimentos nos mercados nacional e internacional. Mais do que uma obrigação regulatória, o sistema passa a ser reconhecido como uma ferramenta estratégica capaz de ampliar a competitividade da cadeia pecuária, fortalecer a gestão das propriedades e abrir novas oportunidades comerciais para os produtores rurais.

O tema ganha ainda mais relevância em meio ao avanço da implementação do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), iniciativa que busca ampliar o controle e a identificação individual do rebanho brasileiro.

Segundo a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes, a rastreabilidade permite acompanhar toda a trajetória dos animais ao longo da cadeia produtiva, reunindo informações relacionadas à identificação, movimentação, histórico sanitário e práticas de manejo.

“Além de atender exigências específicas de exportação, a rastreabilidade contribui para a mitigação de riscos sanitários, fortalece a gestão da propriedade e amplia o acesso a mercados e programas que valorizam práticas sustentáveis”, destaca.

Exigências internacionais aceleram transformação na cadeia pecuária

O avanço das discussões regulatórias em mercados internacionais, especialmente nas negociações envolvendo Brasil e União Europeia, reforça uma tendência global de ampliação das exigências relacionadas à comprovação de informações produtivas, sanitárias e socioambientais.

Nesse cenário, a rastreabilidade deixa de ser vista apenas como uma adequação operacional e passa a representar uma oportunidade de diferenciação competitiva para os produtores brasileiros.

De acordo com Ana Doralina, a competitividade da pecuária moderna já não está associada apenas à capacidade produtiva e ao volume ofertado. Hoje, fatores como transparência, previsibilidade, qualidade e confiabilidade das informações ganham peso crescente nas relações comerciais.

“A rastreabilidade permite comprovar origem, fortalecer a confiança entre os diferentes elos da cadeia e criar condições para ampliar oportunidades comerciais. O produtor passa a atuar em um ambiente cada vez mais orientado por dados e relações construídas com base na credibilidade”, afirma.

Gestão eficiente e valorização da produção

Além de favorecer o acesso a mercados mais exigentes, a rastreabilidade também gera impactos positivos diretamente na rotina das propriedades rurais.

O acompanhamento individual dos animais contribui para melhorar os processos de gestão, apoiar decisões produtivas e aumentar a eficiência operacional da atividade pecuária.

O vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Delair Bolis, ressalta que a organização das informações do rebanho fortalece a capacidade de resposta do produtor diante de desafios sanitários e amplia o acesso a programas ligados à sustentabilidade, crédito rural e iniciativas que exigem comprovação de práticas produtivas.

“A rastreabilidade deve ser encarada como um investimento estratégico para o futuro da propriedade. O mercado está passando por mudanças importantes e os produtores que conseguem demonstrar conformidade, organização e credibilidade tendem a construir uma posição mais sólida e resiliente”, explica.

Inclusão produtiva será decisiva para avanço da rastreabilidade

Especialistas do setor defendem que a ampliação da rastreabilidade no Brasil precisa ocorrer de forma estruturada, acompanhada por políticas que favoreçam a adesão dos produtores rurais.

Entre os pontos considerados fundamentais estão o acesso à assistência técnica, linhas de financiamento, integração entre sistemas e maior segurança jurídica para a implementação das tecnologias.

Segundo Delair Bolis, o avanço da agenda exige atenção não apenas aos aspectos tecnológicos, mas também às condições que garantam inclusão produtiva e competitividade para toda a cadeia pecuária nacional.

“A rastreabilidade passa a integrar uma agenda mais ampla de eficiência, sustentabilidade e fortalecimento da pecuária brasileira no mercado global”, reforça.

Brasil amplia presença nos debates internacionais sobre pecuária sustentável

Reforçando a importância estratégica do tema, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável participou recentemente do encontro regional da Mesa Global de Carne Sustentável (GRSB), realizado em São Paulo.

Durante a abertura do evento, a presidente Ana Doralina Menezes destacou a necessidade de avançar em uma agenda alinhada à transparência, sustentabilidade, competitividade e fortalecimento da confiança nas cadeias produtivas.

A participação da entidade em fóruns internacionais evidencia o protagonismo crescente do Brasil nas discussões globais sobre pecuária sustentável e rastreabilidade, temas considerados fundamentais para o futuro da cadeia de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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