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Agronegócio

Comercialização da safrinha de milho 2026 avança lentamente e fica abaixo da média histórica no Centro-Sul

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A comercialização da safrinha de milho 2026 segue em ritmo mais lento no Centro-Sul do Brasil. Levantamento divulgado pela Safras & Mercado aponta que 28,1% da produção estimada já foi negociada, percentual inferior ao observado no mesmo período do ano passado e também abaixo da média dos últimos cinco anos.

De acordo com o levantamento, foram comercializadas cerca de 28,1% das 98,976 milhões de toneladas previstas para a segunda safra de milho na região Centro-Sul. Em igual período de 2025, as vendas já alcançavam 37,3% da produção colhida, que totalizou 100,807 milhões de toneladas. A média histórica para esta época do ano é de 38,5%, evidenciando a cautela dos produtores na atual temporada.

Mato Grosso lidera comercialização da safrinha

Entre os principais estados produtores do Centro-Sul, Mato Grosso continua apresentando o maior avanço nas negociações, com 37,1% da produção já comercializada.

Os demais estados registram os seguintes percentuais de vendas:

  • Paraná: 19,3%
  • São Paulo: 10,5%
  • Mato Grosso do Sul: 27,1%
  • Goiás e Distrito Federal: 15,9%
  • Minas Gerais: 6,6%

Os números refletem um mercado mais cauteloso, influenciado pelas oscilações dos preços, comportamento do câmbio e expectativa dos produtores por oportunidades mais favoráveis para a comercialização da safra.

Matopiba supera média histórica de vendas

Na região do Matopiba — formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — o ritmo de comercialização também ficou abaixo do registrado em 2025, mas permanece acima da média dos últimos cinco anos.

Segundo a Safras & Mercado, 33,3% da produção estimada de 8,236 milhões de toneladas já foi negociada. No mesmo período do ano passado, a comercialização atingia 36,2% da produção de 8,142 milhões de toneladas. Já a média histórica para o período é de 22%.

Entre os estados da região, a Bahia lidera as vendas antecipadas:

  • Bahia: 40,5%
  • Maranhão: 39,6%
  • Tocantins: 28,1%
  • Piauí: 18,8%
Produtores adotam postura mais estratégica

O desempenho da comercialização indica uma postura mais conservadora por parte dos produtores brasileiros. Com expectativas em relação ao comportamento dos preços internos, do mercado internacional e do câmbio, muitos optam por segurar parte da produção antes de ampliar as vendas.

Mesmo com a colheita avançando em diversas regiões, o mercado segue acompanhando fatores que poderão influenciar a rentabilidade da safra, tornando a estratégia comercial um dos principais desafios para o setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em debate e preocupa exportadores do agronegócio

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O governo dos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira (6), em Washington, uma audiência pública para discutir a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, medida que pode impactar diretamente cadeias estratégicas do agronegócio, como café, etanol e bioenergia.

A sessão é conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e deve se estender até terça-feira (7). Ao todo, cerca de 40 empresas e entidades brasileiras e norte-americanas se inscreveram para apresentar manifestações favoráveis ou contrárias à proposta.

Agronegócio brasileiro participa da audiência

Entre as instituições brasileiras que defenderão seus posicionamentos estão a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), além da Embraer e outras organizações. O senador Flávio Bolsonaro também está inscrito para participar da audiência.

Cada expositor terá até cinco minutos para apresentar seus argumentos previamente encaminhados ao USTR. Após as apresentações, representantes do órgão norte-americano poderão realizar questionamentos complementares.

Investigação comercial começou em 2025

A audiência faz parte da investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos em 15 de julho de 2025, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que autoriza o governo norte-americano a investigar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

A análise do USTR concentra-se em seis pontos considerados sensíveis na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos:

  • Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico;
  • Tarifas preferenciais;
  • Políticas de combate à corrupção;
  • Proteção da propriedade intelectual;
  • Acesso ao mercado brasileiro de etanol;
  • Combate ao desmatamento ilegal.

Ao final da investigação, o governo norte-americano poderá decidir pela adoção de medidas comerciais, incluindo a imposição da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

Governo brasileiro contesta proposta

Em resposta à investigação, o governo brasileiro encaminhou um documento oficial ao USTR contestando as conclusões preliminares e rejeitando os fundamentos utilizados para justificar uma eventual elevação das tarifas.

Segundo o Itamaraty, as práticas comerciais brasileiras não causam prejuízos ao comércio ou às empresas dos Estados Unidos e, por isso, não atendem aos requisitos legais previstos na legislação norte-americana para a adoção de medidas unilaterais.

Na manifestação diplomática, o Brasil também solicita que os Estados Unidos se abstenham de aplicar qualquer sanção comercial enquanto a investigação estiver em andamento.

O documento afirma ainda que o USTR não demonstra o vínculo jurídico necessário entre políticas adotadas pelo Brasil e eventuais restrições ao comércio norte-americano. Para o governo brasileiro, divergências sobre decisões soberanas de política pública não constituem fundamento suficiente para justificar medidas previstas na Seção 301.

Setores exportadores acompanham decisão

A possibilidade de uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros é acompanhada com atenção pelos setores exportadores, especialmente pelo agronegócio. Caso a medida seja implementada, produtos como café, etanol e outros itens da pauta agrícola brasileira poderão perder competitividade no mercado dos Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações nacionais.

A audiência pública representa uma etapa importante do processo de investigação comercial e deverá subsidiar a decisão final do governo norte-americano sobre a eventual adoção da sobretaxa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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