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Agronegócio

Fenagen 2026 será realizada em Pelotas com foco em genética bovina, tecnologia e produção animal

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A 3ª edição da Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen) foi oficialmente lançada nesta terça-feira (26), em Pelotas, consolidando o evento como uma das principais vitrines da genética e da produção animal no país. Promovida pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares, a feira ocorrerá entre os dias 1º e 4 de julho de 2026, no Parque da Associação Rural de Pelotas.

A programação contará com julgamentos de animais, exposições, palestras, encontros técnicos, painéis especializados, leilões e ações voltadas à disseminação de tecnologias aplicadas à pecuária de corte.

Fenagen reforça papel da genética no avanço da pecuária

Durante o lançamento, o presidente da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares, Joaquin Villegas, destacou que a edição de 2026 ocorrerá em um momento histórico para a entidade, que completa 120 anos de atuação no melhoramento genético animal.

Segundo Villegas, a Fenagen surgiu inicialmente em 2024 para celebrar os 50 anos do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), mas acabou consolidada devido à forte adesão dos criadores.

“O evento nasceu como uma celebração, mas os criadores aprovaram o formato e solicitaram sua continuidade. Hoje, a Fenagen se consolida como uma feira técnica voltada ao desenvolvimento da pecuária brasileira”, afirmou.

Julgamentos unem avaliação genética e análise morfológica

Um dos diferenciais da Fenagen está no modelo técnico de avaliação dos animais participantes. Conforme explicou Villegas, os julgamentos utilizam critérios objetivos do Promebo aliados à análise visual realizada por jurados especializados.

De acordo com o dirigente, 60% da pontuação dos animais é baseada em dados técnicos e produtivos do programa de melhoramento genético, enquanto os outros 40% correspondem à avaliação morfológica.

A proposta, segundo a organização, é identificar animais mais equilibrados e eficientes para os sistemas produtivos modernos, aproximando criadores, técnicos e pecuaristas comerciais das principais ferramentas de seleção genética disponíveis no mercado.

Evento deve ampliar debate sobre inovação e produtividade

O presidente da Associação Rural de Pelotas, Rodrigo Azambuja, afirmou que a Fenagen 2026 deverá fortalecer o debate sobre produtividade, inovação e evolução tecnológica na pecuária nacional.

Segundo ele, o evento também contribuirá para ampliar a valorização da carne de qualidade produzida no Brasil.

“A Fenagen representa o fortalecimento da agropecuária brasileira e da importância do melhoramento genético na produção animal. Será uma oportunidade estratégica para difundir tecnologia, inovação e conhecimento técnico”, destacou.

Azambuja também ressaltou que a entidade busca transformar o parque da associação em um espaço permanente de discussão técnica e institucional para o agronegócio regional.

Sebrae destaca importância dos dados na produção pecuária

O gestor de projetos do Sebrae, Juliano Bolzoni, afirmou que o avanço da pecuária moderna passa diretamente pelo uso estratégico de dados produtivos e ferramentas de gestão.

Ele destacou a parceria entre o Sebrae e a ANC no projeto “Crie, Avalie e Selecione”, iniciativa voltada à transferência de conhecimento técnico e material genético aos produtores comerciais.

“O objetivo é ampliar o acesso dos produtores a dados produtivos, genética qualificada e tecnologias que possam aumentar eficiência e competitividade”, explicou.

Programação técnica terá foco em sanidade, nutrição e genética

Além das atividades da Fenagen, o evento contará paralelamente com o Foco Pecuária 2026, promovido pela Foco Pampeano, e com o Encontro Técnico da Federacite.

O sócio da Foco Pampeano, Vinícius Pereira, destacou que temas como alimentação animal e sanidade estarão integrados às discussões sobre seleção genética apresentadas durante a feira.

“A nutrição e a sanidade se conectam diretamente com o trabalho de melhoramento genético que a Fenagen apresenta ao setor”, afirmou.

A Fenagen 2026 conta com patrocínio de Banrisul e Sicredi. A programação completa deverá ser divulgada pela organização nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Porto de Itajaí bate recorde com novas rotas internacionais e investimento de R$ 9 milhões da JBS Terminais

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A JBS Terminais anunciou a ampliação de suas operações no Porto de Itajaí com a chegada de duas novas linhas internacionais de longo curso e um novo investimento de R$ 9 milhões em infraestrutura logística. A medida reforça o processo de expansão do terminal catarinense, que já registra crescimento acelerado na movimentação de cargas e consolida sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Com as novas operações, o Porto de Itajaí alcançará o maior número de linhas regulares de navegação de sua história, fortalecendo as conexões de Santa Catarina com mercados da América do Norte, Caribe, Europa, Oriente Médio, Ásia e África.

Novas linhas ampliam exportações e conexões internacionais

Entre as novidades anunciadas estão as linhas UCLA/Gulf to SAEC String 1 e BOSSA NOVA/SIRIUS 1.

A rota UCLA/Gulf to SAEC String 1 fará a ligação entre Itajaí, a Costa Leste dos Estados Unidos, o Caribe e o Norte da América do Sul, conectando o terminal catarinense a importantes mercados internacionais, como Houston e Cartagena.

Já a linha BOSSA NOVA/SIRIUS 1 reforçará a integração logística com o Mediterrâneo, utilizando hubs estratégicos como Algeciras e Tanger Med, considerados relevantes pontos de distribuição global.

Com isso, o Porto de Itajaí passa a contar com 12 linhas regulares de navegação internacional, ampliando sua relevância para operações de exportação e importação de cargas refrigeradas, proteínas animais e produtos do agronegócio.

JBS investe R$ 9 milhões para ter operação logística própria

Para acompanhar o avanço das operações, a JBS Terminais também confirmou investimento de aproximadamente R$ 9 milhões na aquisição de 25 caminhões destinados exclusivamente às operações internas do terminal.

Os veículos serão utilizados no transporte de contêineres entre o cais e a área de armazenagem, permitindo que a companhia opere com logística 100% própria dentro do porto.

A entrega dos caminhões está prevista até o final de maio, com início gradual das operações ao longo de junho.

Segundo a empresa, o novo aporte integra a estratégia de expansão operacional do terminal e busca aumentar a eficiência logística diante do crescimento contínuo da movimentação de cargas.

Porto de Itajaí registra maior movimentação da história

Desde que assumiu a operação do terminal, a JBS Terminais vem registrando crescimento consistente na movimentação portuária.

De acordo com a companhia, a média de expansão mensal alcança cerca de 12% no volume de TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Em abril, o terminal atingiu a maior movimentação mensal de sua história, superando 44,8 mil TEUs movimentados.

O presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, destacou que a empresa já investiu cerca de R$ 230 milhões desde outubro de 2024 na retomada das operações do Porto de Itajaí, que permaneceu praticamente paralisado por quase dois anos.

“Os investimentos e a ampliação das rotas fazem parte da nossa estratégia de crescimento operacional e fortalecem a importância do Porto de Itajaí na logística aquaviária nacional”, afirmou.

Estrutura fortalece Santa Catarina como polo logístico do agronegócio

Atualmente, o terminal opera com uma estrutura considerada estratégica para o comércio exterior brasileiro.

O Porto de Itajaí conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais, quatro berços com profundidade de 14 metros, além de 1.705 tomadas para contêineres refrigerados e oito gates reversíveis.

A estrutura reforça a competitividade de Santa Catarina nas exportações de proteínas animais, alimentos refrigerados e produtos do agronegócio, segmentos que dependem de eficiência logística e agilidade no fluxo internacional de cargas.

Com a ampliação das rotas e os novos investimentos, a expectativa do setor é de fortalecimento ainda maior da posição do Porto de Itajaí como um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Preço do mamão formosa despenca em Minas Gerais com aumento da oferta e demanda enfraquecida

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O mercado de mamão formosa encerrou maio sob forte pressão no Norte de Minas Gerais. O aumento da oferta da fruta ao longo do mês ampliou a disponibilidade nos centros de comercialização e provocou sucessivas quedas nas cotações, reduzindo a rentabilidade dos produtores da região.

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços do mamão formosa registraram recuos consecutivos durante maio. Na última semana do mês, a desvalorização foi de 13%, com a fruta sendo comercializada, em média, a R$ 0,81 por quilo.

Oferta elevada pressiona mercado

Segundo pesquisadores da equipe Hortifrúti do Cepea, a principal razão para a queda dos preços foi o aumento da oferta disponível no mercado. Com maior volume de frutas sendo direcionado à comercialização, a pressão sobre as cotações se intensificou, especialmente em um cenário de consumo ainda moderado.

O movimento reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda, situação que tem limitado a capacidade de reação dos preços e reduzido o poder de negociação dos produtores.

Clima frio preocupa setor em junho

Para o início de junho, agentes do setor esperavam uma possível melhora no ritmo das vendas em função do aumento do poder de compra dos consumidores. No entanto, as perspectivas de temperaturas mais baixas podem dificultar a recuperação do mercado.

Historicamente, o consumo de frutas tropicais tende a perder força durante períodos mais frios, o que pode restringir a demanda pelo mamão e impedir uma valorização mais consistente das cotações nas próximas semanas.

Perspectiva para o mercado

A expectativa dos agentes é de que o comportamento do clima e o volume de oferta continuem sendo os principais fatores de influência sobre os preços do mamão formosa em Minas Gerais. Caso a disponibilidade da fruta permaneça elevada e o consumo siga enfraquecido pelo frio, o mercado poderá enfrentar novas dificuldades para recuperar os níveis de preços observados nos primeiros meses do ano.

Enquanto isso, produtores acompanham atentamente a evolução da demanda e buscam estratégias para minimizar os impactos da pressão baixista sobre a rentabilidade da atividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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