Menu

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Publicado

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Prontuário eletrônico e-SUS APS disponibiliza recursos para pré-natal, puerpério, vacinação e prescrições

Publicado

A última atualização do prontuário eletrônico do e-SUS APS (versão 5.5.22) está disponível para gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil. Ela qualificou os registros assistenciais, a organização do processo de trabalho das equipes e o aprimoramento do acompanhamento da população. As mudanças incluem o novo módulo de cadastro, recursos para pré-natal e puerpério, aperfeiçoamentos no registro de vacinação e prescrições, além de ferramentas que facilitam a navegação dos profissionais no sistema.

O antigo módulo Cidadão passou a se chamar Cadastro Individual. A mudança reflete a informatização do cadastro individual para a melhora do gerenciamento das informações cadastrais dos usuários da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). A funcionalidade agora incorpora a Ficha de Cadastro Individual diretamente no prontuário eletrônico.

O Cadastro Individual, que adota o CPF como identificador prioritário, tem mecanismos para prevenir registros duplicados. A atualização ainda amplia os campos disponíveis para cadastro e incorpora fluxos específicos para situações de recusa de cadastro ou de atualização cadastral.

Para apoiar a adaptação dos profissionais às mudanças, o sistema conta com um tutorial interativo, que pode ser acessado sempre que necessário.

Saúde materna e infantil

Na funcionalidade de acompanhamento do pré-natal, incluída nesta versão, é possível visualizar todas as informações da gestação de forma sistematizada para a coordenação do cuidado nesse período. Além disso, foram incluídas informações como um campo para registro do batimento cardíaco fetal de cada gemelar.

“O acompanhamento estruturado neste ciclo de vida contribui para a constatação precoce de possíveis alterações e identificação de intervenções a serem realizadas baseadas em protocolos clínicos. Também oferece maior segurança para a avaliação e a tomada de decisão pela equipe”, explicou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luíza Caldas.

Para a funcionalidade relacionada ao puerpério, a atualização reúne consultas, exames, vacinas e demais procedimentos realizados durante o período pós-parto, além de incluir áreas para o encaminhamento, compartilhamento do cuidado e outros atendimentos relacionados à puérpera.

Por fim, especificidades para crianças nascidas prematuras passaram a compor os gráficos de altura, peso, perímetro cefálico e índice de massa corporal (IMC) no acompanhamento do crescimento infantil.

Prescrições

Os profissionais passam a contar com a possibilidade de renovar prescrições de medicamentos de uso contínuo. Já na funcionalidade de suporte à decisão clínica, quando houver sugestão de medicamentos, o sistema informará se o cidadão tem alergia registrada a algum dos fármacos recomendados.

Recursos para o trabalho das equipes

A nova versão também incorpora outras funcionalidades voltadas à rotina das equipes de saúde. Entre elas está um Painel de Chamadas integrado à lista de atendimentos. Foi criado, ainda, um modelo de solicitação de fraldas geriátricas, ampliando as opções de documentos emitidos pelo sistema.

No módulo de Coleta de Dados Simplificada (CDS), o acesso passou a ser permitido, também, para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), contemplando perfis como cirurgião-dentista, auxiliar e técnico em saúde bucal e coordenador.

Acesse a versão atualizada do prontuário eletrônico e-SUS APS

Thaís Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Saúde

Rio Grande do Norte recebe mais de 7 mil tubetes de insulina glargina para aplicação pelo SUS

Publicado

O Ministério da Saúde está realizando a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A pasta já encaminhou, até esta terça-feira (21), cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o Brasil. O Rio Grande do Norte recebeu um total de 7.243 tubetes do medicamento, além de 1.979 canetas reutilizáveis para aplicação.

A insulina glargina é um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período. O acesso será feito após avaliação clínica e prescrição médica, sendo o medicamento ofertado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

O tratamento com esse fármaco contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão e a continuidade do tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.

Distribuição do medicamento aos estados

A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o final do mês. A iniciativa de transição é decorrente de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que viabiliza a produção nacional do medicamento e estoques mais seguros para o SUS.

Como acessar o medicamento

Para ter acesso ao medicamento, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na unidade de saúde. O paciente e sua família serão acolhidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a possibilidade de transição do tratamento.

Além disso, receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento. Junto ao medicamento, será entregue uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração correta.

A transição para o novo tratamento está sendo realizada de forma gradual na atenção primária à saúde em todo o país, garantindo a segurança assistencial.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana