Menu

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Morre aos 96 anos Seu Jão, o cururueiro mais longevo de Mato Grosso

Publicado

Símbolo da resistência cultural, mestre do Siriri e Cururu estava ativo até os últimos dias e deixa legado imensurável para Várzea Grande e o estado

Morreu, aos 96 anos, João Espifânio do Nascimento, o “Seu Jão”, reconhecido como o cururueiro mais longevo de Mato Grosso e um dos mais importantes guardiões das tradições populares do estado. A informação foi confirmada pela Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT), que decretou luto oficial e suspendeu suas atividades em respeito à memória do mestre.

Natural de Várzea Grande, Seu Jão dedicou mais de sete décadas à valorização, preservação e transmissão do Siriri e do Cururu, complexos culturais que integram o patrimônio imaterial do estado. Mesmo com a idade avançada, ele permanecia ativo nos encontros e oficinas da associação, participando das atividades com disposição admirável, alegria contagiante e um amor inabalável pela cultura popular.

Em nota oficial, a AMFMT classificou a partida como uma perda “irreparável e de valor inestimável”. A entidade destacou que Seu Jão não era apenas um praticante, mas um verdadeiro mestre e uma biblioteca viva, que compartilhava generosamente seu conhecimento com alunos e comunidades. O comunicado ressalta que sua memória continuará viva por meio do legado deixado às novas gerações.

“Carinhosamente chamado de Seu Jão, permaneceu presente nas atividades culturais mesmo aos 96 anos, demonstrando uma força admirável, impressionante vivacidade e um amor inabalável pela cultura popular. Sua disposição, alegria e compromisso com o Siriri e o Cururu eram uma inspiração”, diz trecho da nota.

Como forma de respeito à sua trajetória, todas as atividades da AMFMT foram suspensas a partir da noite desta quinta-feira (30), com previsão de retorno na próxima segunda-feira.

Nas redes sociais, amigos, artistas e admiradores lamentaram a partida. O cerimonialista Carlos Eduardo e a professora Vanilda Reis, por exemplo, destacaram a grandiosidade do legado deixado. “Uma biblioteca se fechou neste dia triste”, escreveu a professora, ecoando o sentimento geral de que a cultura mato-grossense perde um de seus mais autênticos representantes.

Comentários Facebook
publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mato Grosso

Promotor diz que defesa tentou descredibilizar vítimas e autoridades após condenação de Carlinhos Bezerra

Publicado

por

Vinícius Gahyva classificou ataques da bancada defensiva a autoridades e vítimas como exercício de "jus sperniandi" e elogiou postura de isenção do ex-governador Carlos Bezerra

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), rechaçou a estratégia da defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra e negou qualquer interferência política no processo que culminou na condenação do réu a 36 anos de reclusão. Após o veredito proferido pelo Tribunal do Júri de Cuiabá na noite de sexta-feira (31), Gahyva afirmou que a tentativa da banca defensora de atacar autoridades e as próprias vítimas não possui amparo legal e configura apenas um exercício infundado de reclamação após a derrota judicial.

Ao analisar o comportamento dos advogados de Bezerra durante o julgamento, o promotor destacou que, embora a ampla defesa seja um direito, ela foi utilizada de forma abusiva para tentar descredibilizar os envolvidos, incluindo a magistrada e o antigo advogado do próprio réu.

“A defesa, como mencionado, é plena, mas ela não é ilimitada. Pautado à defesa, no ataque à figura das vítimas, à figura das autoridades, da juíza, do promotor de justiça, até mesmo à figura do outro advogado, o doutor Francisco de Assis Faiad, foi atacado pela nova banca defensiva, dizendo que a atividade desempenhada por ele foi ineficiente, que não cumpriu o papel que a Constituição lhe determina”, afirmou o promotor, em entrevista à imprensa.

Para o representante do MPMT, essa postura agressiva reflete a falta de argumentos técnicos diante das provas robustas apresentadas. Ele utilizou o termo jurídico “jus sperniandi” (o direito de espernear) para classificar as queixas da defesa, reforçando que o réu teve todas as suas garantias constitucionais preservadas ao longo do rito processual.

“A verdade é que todas as garantias constitucionais e legais foram asseguradas ao réu, todas as oportunidades recursais de defesa lhe foram oportunizadas, de maneira tal que, enfim, resta aquilo que se convencionou chamar de Jus sperniandi, para poder modificar, eventual, o contexto fático, e não tem guarida. É o que eu falo, a defesa é plena, não é limitada”.

Gahyva negou especulações sobre uma possível morosidade ou pressão no caso devido ao fato de o condenado ser filho do ex-governador Carlos Bezerra. O promotor negou que o prestígio político da família tenha afetado a imparcialidade do júri ou a velocidade da tramitação, elogiando, inclusive, a postura de isenção adotada pelo pai do réu: “Não creio. Aliás, eu já tenho enaltecido durante a minha fala a postura do ex-governador, Carlos Bezerra, dizendo que ele, da sua lucidez, em momento algum, ousou, interferir, é o que tudo indica no processo em relação ao filho”.

O Tribunal do Júri condenou Carlinhos Bezerra pelos homicídios qualificados de Thays Machado e Willian César Moreno, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa. No caso de Thays, foi também confirmado o feminicídio. A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou a execução imediata da pena em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade para garantir a ordem pública.

Os crimes, ocorridos em janeiro de 2023, foram motivados pela possessividade do réu, que chegou a monitorar a ex-companheira com mais de 900 tentativas de contato antes de emboscar o casal a tiros.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mato Grosso

Pivetta diz receber apoio do União com ‘responsabilidade’ e ‘compromisso’

Publicado

por

Governador afirmou que recebe a decisão do União Brasil "com responsabilidade e compromisso" e disse que a aliança fortalece um projeto que, segundo ele, ainda tem muito a entregar a Mato Grosso

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse que recebeu com “responsabilidade e compromisso” o apoio do União Brasil à sua reeleição, chancelado nesta quinta-feira (30). Publicação foi feita logo após a convenção partidária que enterrou o projeto do senador Jayme Campos para concorrer ao Paiaguás pelo União Brasil.

“Recebo esse apoio com responsabilidade e com o compromisso de honrar essa confiança com muito trabalho! A união de forças fortalece um projeto que já entregou resultados e que ainda tem muito a fazer por Mato Grosso”, escreveu.

Jayme Campos foi derrotado por 19 votos a 30 durante convenção do União. A votação teve início no começo da tarde e se estendeu até o início da noite. Ao receber o resultado, o senador criticou a condução da votação e citou “acordos na calada da noite”, uso do poderio econômico e uma disputa desigual. Mesmo contrariado, Jayme afirmou que iria aceitar a escolha da maioria absoluta dos convencionados do União Brasil.

Mauro Mendes, por sua vez, teve sua candidatura ao Senado homologada por aclamação e dará continuidade à dobradinha com Pivetta com quem já divide o palanque por oito anos. Otaviano compôs a chapa de Mauro no cargo de vice-governador nas duas eleições em que Mendes se consagrou governador.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana