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Política MT

Pivetta chama ataques de “improcedentes” e diz que responderá adversários com trabalho

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O governador é alvo de pedido de impugnação apresentado pelo senador Wellington Fagundes

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou os ataques dos adversários como “improcedentes” e afirmou que responderá as ofensivas dos oponentes com trabalho. A candidatura à reeleição de Pivetta é alvo de um pedido de impugnação por parte do senador Wellington Fagundes (PL). O senador apresentou o pedido no final do debate realizado nesta terça-feira (18) pelo Primeira Página.

No pedido, o Partido Liberal retoma processo pela compra de Unidade Móvel de Saúde em Lucas do Rio Verde, feito em 2015, quando Otaviano ainda estava prefeito. À época, ele foi condenado pela compra do veículo sem licitação e ficou inelegível até setembro de 2029. Otaviano recorreu e por meio de uma liminar pode concorrer como vice-governador em 2018 e 2022.

Pivetta disse que não fugirá do enfrentamento. “Eu tenho recebido bastante ataques. Eu vou responder com trabalho e com as ações que eu já faço. A primeira responsabilidade que eu tenho hoje é governar Mato Grosso. Os ataques muitos são covardes e improcedentes. Mas na política existe isso”, declarou o governador.

Durante o debate, Otaviano também alfinetou Wellington, ressaltando a influência política do senador no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Conforme o governador, Fagundes indicou cargos estratégicos na pasta nos primeiros mandatos do presidente Lula e da ex-presidente Dilma Roussef, ambos do PT. A intereferência de Wellington, segundo Pivetta, foi interrompida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o “expulsou do Dnit”.

Otaviano também associou o senador ao ex-governador Silval Barbosa. Pivetta pontuou que Wellington tem como secretário em seu gabinete no Senado o ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Cinésio Nunes de Oliveira, condenado pela Justiça ao ressarcimento de R$ 3,4 milhões por participação em esquema de recebimento de propina envolvendo obra na MT-413. Otaviano disse que Wellington era “parceiro de Silval” e que “voltava à cena do crime” ao ter Cinésio em seu gabinete.

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TRE derruba cassação de vereadora e anula provas obtidas após denúncia anônima

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Decisão do Pleno invalida sentença de primeira instância que havia cassado mandato da vereadora por alegado abuso econômico e "caixa dois"

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu, por maioria, anular as provas obtidas por meio de busca e apreensão e determinar a reabertura da fase de instrução processual na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a vereadora eleita de Diamantino, Monnize da Costa Dias Zangeroli (União Brasil), e seu pai, o ex-secretário de Estado e então coordenador da campanha, Éder de Moraes Dias.

A decisão invalida a sentença de primeira instância que havia cassado o mandato da parlamentar por suposto abuso de poder econômico, “caixa dois” e captação ilícita de sufrágio nas eleições de 2024 e zera o processo, rementendo-o à sua fase inicial.

A fundamentação da Corte Eleitoral foi justificada na tese de que a decisão judicial que autorizou a busca e apreensão domiciliar foi amparada exclusivamente em denúncia anônima, sem a realização prévia de diligências policiais que pudessem conferir lastro mínimo às suspeitas.

Para os magistrados, essa falha técnica contaminou todas as provas derivadas da diligência, resultando em um “grave esvaziamento da instrução” e impossibilitando o julgamento imediato do mérito por falta de provas válidas.

Com a anulação, o processo retorna ao juízo de origem para que as partes possam especificar e produzir novas provas de forma motivada.

ENTENDA O CASO

Monnize Zangeroli, eleita com 377 votos pelo partido União Brasil, ganhou repercussão nacional devido ao envolvimento de seu pai, o ex-secretário de Estado Éder de Moraes, que atuou como operador financeiro da campanha. Nas investigações originais de 2024, Éder foi flagrado em um quarto de hotel, na véspera da eleição, com R$ 6 mil em espécie e um caderno de anotações que detalhava o que a Justiça de primeira instância considerou uma contabilidade paralela.

Entre as anotações apreendidas, constavam registros suspeitos como “20 votos: R$ 5 mil”, acompanhados de assinaturas de eleitores. Na época, o juiz Raul Lara Leite, da zona eleitoral de Diamantino, condenou pai e filha à perda do mandato, à inelegibilidade por oito anos e ao pagamento de uma multa superior a R$ 53 mil. O magistrado considerou, naquele momento, que as provas eram inequívocas quanto à prática de corrupção eleitoral.

A defesa dos investigados sempre negou as irregularidades, argumentando que o dinheiro em espécie seria destinado ao pagamento de despesas de hospedagem e que as anotações no caderno não passavam de planejamentos e projeções de campanha.

Com a nova decisão do TRE-MT, a cassação de Monnize é revertida temporariamente e ela permanece no cargo enquanto o processo reinicia sua fase de coleta de depoimentos e evidências na instância municipal.

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MT tem 441 candidaturas registradas para eleições 2026; maioria disputa AL

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Dados do TSE mostram ainda predominância de homens, candidatos entre 45 e 49 anos e presença de seis indígenas na disputa

Mato Grosso tem 441 candidaturas registradas para as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento mostra o perfil dos candidatos que vão disputar os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e vice-governador.

A maior parte das candidaturas está concentrada na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. São 264 candidatos a deputado estadual, o equivalente a 59,8% do total registrado no estado.

Na sequência aparecem os candidatos à Câmara dos Deputados, com 135 nomes na disputa por uma das vagas destinadas a Mato Grosso em Brasília.

Para o Senado, são 10 candidatos, além de 20 suplentes. Já a disputa pelo Governo de Mato Grosso reúne seis candidaturas, enquanto outras seis foram registradas para o cargo de vice-governador.

PL LIDERA ENTRE OS PARTIDOS

Entre as siglas, o PL aparece com o maior número de candidaturas, com 38 nomes registrados para a eleição.

Podemos, Novo e PSD aparecem empatados na sequência, com 35 candidatos cada. O Republicanos vem logo depois, com 34 candidaturas.

O levantamento também aponta predominância masculina entre os candidatos. Os homens representam 66% das candidaturas registradas em Mato Grosso.

A faixa etária com maior número de candidatos é de 45 a 49 anos. Em relação à escolaridade, a maioria declarou ter ensino superior completo.

Entre as ocupações informadas à Justiça Eleitoral, empresário aparece como a profissão mais declarada pelos candidatos.

Outro dado registrado pelo TSE é a presença de candidatos indígenas. Seis candidatos de Mato Grosso se autodeclararam indígenas para as eleições deste ano.

Até o momento, Mato Grosso registra uma renúncia de candidatura. Trata-se da ex-prefeita de Cuiabá, Jacy Proença, que havia registrado candidatura a deputada federal pelo PSDB.

Após a renúncia, o registro da ex-prefeita passou a constar como inapto no sistema DivulgaCandContas.

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