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Agronegócio

Produção de carne de frango no Brasil deve atingir 15,945 milhões de toneladas em 2027, projeta Safras & Mercado

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A produção de carne de frango no Brasil deve seguir em trajetória de crescimento moderado nos próximos anos e atingir 15,945 milhões de toneladas em 2027, segundo projeções da consultoria Safras & Mercado. O volume representa alta de 0,29% em relação à estimativa de 15,898 milhões de toneladas previstas para 2026.

O cenário indica um ajuste mais controlado da oferta, em meio a um mercado que busca equilíbrio entre produção, consumo interno e demanda externa.

Crescimento da produção será mais ajustado em 2027

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o setor deve apresentar um avanço mais moderado na produção no próximo ano, refletindo um ambiente de maior equilíbrio na cadeia produtiva.

A expectativa é de que o mercado trabalhe com um quadro de oferta mais ajustado, sem grandes expansões, o que pode contribuir para estabilidade nos preços ao longo do período.

Exportações de carne de frango seguem em alta

As exportações brasileiras de carne de frango também devem manter trajetória positiva em 2027. A estimativa é de crescimento de 1,60%, com embarques projetados em 5,704 milhões de toneladas.

Para 2026, os embarques são estimados em 5,614 milhões de toneladas, o que reforça a tendência de expansão gradual da presença do Brasil no mercado internacional de proteína animal.

O desempenho das exportações segue sustentado pela competitividade do produto brasileiro, pela ampla aceitação nos mercados globais e pelo posicionamento estratégico do país entre os principais fornecedores mundiais.

Oferta interna deve recuar levemente

Com o aumento mais contido da produção e o avanço das exportações, a disponibilidade interna de carne de frango no Brasil deve apresentar leve retração em 2027.

A projeção indica volume de 10,240 milhões de toneladas destinadas ao mercado doméstico, queda de 0,42% em relação às 10,284 milhões de toneladas estimadas para 2026.

O movimento sugere um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda interna, o que pode influenciar a dinâmica de preços ao longo do período.

Mercado observa ajuste estrutural do setor

Segundo especialistas do setor, o comportamento projetado reflete um momento de transição na cadeia de proteína animal, com maior foco em eficiência produtiva, controle de custos e manutenção da competitividade no mercado externo.

A tendência é que o setor avícola brasileiro siga consolidando sua posição global, mesmo em um ambiente de crescimento mais moderado da produção e ajustes na oferta doméstica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Oferta restrita impulsiona preço do café e mantém cotações em alta no mercado internacional

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A oferta limitada de café no mercado físico voltou a sustentar a valorização dos contratos futuros na última semana, reforçando o cenário de firmeza para as cotações internacionais. Mesmo diante da expectativa de uma safra recorde no Brasil, a menor disponibilidade imediata do produto, aliada a fatores técnicos e à atuação dos investidores, manteve o mercado aquecido.

De acordo com análise da StoneX, o café arábica alcançou as maiores cotações das últimas seis semanas, refletindo a combinação entre a leve deterioração das condições de colheita no Brasil e o movimento de recompra de posições vendidas por fundos de investimento.

O contrato de setembro de 2026 do café arábica encerrou a semana cotado a 273,2 centavos de dólar por libra-peso, acumulando valorização de 2,0% no período.

O desempenho reforça que, apesar da perspectiva de uma produção brasileira robusta em 2026, o mercado segue atento à disponibilidade de café no curto prazo. A restrição na oferta física continua sendo um dos principais fatores de sustentação dos preços, evidenciando a sensibilidade das bolsas às condições imediatas de abastecimento.

Robusta também registra valorização

O mercado do café robusta acompanhou o movimento de alta, sustentado pelas preocupações relacionadas aos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a produção mundial e pelo ritmo ainda moderado de comercialização no Brasil.

O contrato de setembro de 2026 fechou a semana cotado a US$ 3.627 por tonelada, avanço de 1,0% em relação à semana anterior. Durante o pregão de quinta-feira (25), a cotação chegou a US$ 3.692 por tonelada, o maior patamar registrado desde o fim de março.

Cenário externo influencia, mas fundamentos do café predominam

No ambiente macroeconômico, os investidores também monitoraram os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. A queda dos preços internacionais do petróleo ao longo do fim de semana ajudou a melhorar o sentimento dos mercados financeiros.

Apesar desse contexto, os fundamentos específicos do mercado cafeeiro continuaram sendo o principal direcionador das cotações. A evolução da colheita brasileira, a oferta disponível de grãos e a atuação dos fundos de investimento permaneceram no centro das atenções, sustentando tanto o café arábica quanto o robusta no mercado internacional.

Com estoques ainda ajustados e comercialização cautelosa por parte dos produtores, o mercado segue acompanhando de perto o avanço da safra brasileira, fator que deverá continuar determinando o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Plantio de feijão: população de plantas e espaçamento corretos aumentam a produtividade da lavoura

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A definição da população de plantas e do espaçamento entre linhas está entre os fatores mais importantes para o sucesso da lavoura de feijão. Quando bem planejados, esses parâmetros favorecem o estabelecimento uniforme da cultura, aumentam o aproveitamento de água, luz e nutrientes e contribuem diretamente para ganhos de produtividade e rentabilidade.

Especialistas destacam que não existe uma recomendação única capaz de atender todas as situações. A definição do estande ideal deve considerar características da cultivar, sistema de produção, fertilidade do solo, disponibilidade hídrica e época de plantio, permitindo que o manejo seja ajustado às condições específicas de cada propriedade.

População de plantas influencia diretamente o desempenho da lavoura

A população de plantas corresponde ao número de plantas efetivamente estabelecidas por hectare, enquanto a taxa de semeadura representa a quantidade de sementes distribuídas durante o plantio.

Entre a semeadura e a emergência podem ocorrer perdas provocadas por baixa germinação, ataque de pragas, doenças ou falhas operacionais. Por isso, calcular corretamente a quantidade de sementes é fundamental para alcançar o estande desejado e evitar prejuízos.

Quando a população é inadequada, diversos problemas podem surgir na lavoura, entre eles:

  • Falhas no estande;
  • Excesso de plantas por metro linear;
  • Distribuição irregular das sementes;
  • Maturação desuniforme;
  • Maior risco de acamamento;
  • Aumento da incidência de doenças;
  • Desperdício de sementes e fertilizantes.
Características da cultivar determinam o melhor espaçamento

O hábito de crescimento do feijoeiro exerce influência direta sobre a definição da densidade de plantio.

Cultivares de porte mais ereto costumam suportar populações maiores e espaçamentos mais reduzidos, favorecendo o fechamento rápido das entrelinhas e melhor aproveitamento da área cultivada.

Já materiais com crescimento mais prostrado exigem populações mais equilibradas para evitar excesso de competição entre plantas, reduzir o risco de acamamento e minimizar condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças.

Sistema de produção interfere na definição da densidade

As recomendações técnicas também indicam que o ambiente de produção influencia significativamente a escolha da população ideal.

Em áreas de alta fertilidade, irrigadas e com manejo nutricional eficiente, é possível trabalhar com densidades mais elevadas, aproveitando melhor o potencial produtivo da cultura.

Por outro lado, em regiões sujeitas à deficiência hídrica ou com menor disponibilidade de nutrientes, populações excessivas aumentam a competição entre plantas e podem comprometer o rendimento final.

Nos sistemas de sequeiro, a irregularidade das chuvas exige maior cautela na definição da densidade de semeadura. Já nas áreas irrigadas, o controle da disponibilidade de água oferece maior flexibilidade para intensificar o cultivo, desde que o manejo nutricional acompanhe essa estratégia.

Época de plantio também altera a resposta da cultura

A janela de semeadura é outro fator que influencia o comportamento do feijoeiro.

Dependendo da época de plantio, a cultura poderá enfrentar períodos de estiagem, excesso de chuvas durante o desenvolvimento ou temperaturas mais baixas, condições que modificam a resposta da planta à densidade populacional e ao espaçamento entre linhas.

Por isso, o planejamento da semeadura deve considerar as condições climáticas previstas para cada safra.

Espaçamento adequado ajuda no controle de plantas daninhas e doenças

Além dos impactos sobre a produtividade, o espaçamento interfere diretamente na sanidade da lavoura.

Entre os principais benefícios do ajuste correto estão:

  • Fechamento mais rápido das entrelinhas;
  • Redução da emergência de plantas daninhas;
  • Melhor aproveitamento da luminosidade;
  • Maior eficiência no uso de água e nutrientes.

No entanto, espaçamentos muito reduzidos, associados a altas populações, podem aumentar a umidade no interior da lavoura, favorecendo doenças foliares.

Já espaçamentos mais amplos facilitam a circulação de máquinas, melhoram a ventilação entre as plantas e reduzem a competição, embora mantenham o solo exposto por mais tempo ao desenvolvimento de plantas invasoras.

Cálculo correto da taxa de semeadura evita desperdícios

O dimensionamento da população deve começar pela definição do número de plantas desejado por hectare.

Em seguida, esse valor é convertido para plantas por metro linear, considerando o espaçamento adotado. A taxa de semeadura é então ajustada de acordo com fatores como:

  • Poder germinativo das sementes;
  • Peso de mil sementes;
  • Perdas previstas durante a emergência;
  • Eficiência operacional da semeadora.

Esse planejamento reduz desperdícios de sementes e melhora a uniformidade da lavoura.

Manejo integrado garante melhores resultados

O sucesso do plantio não depende apenas da densidade de plantas.

Especialistas reforçam que a população ideal deve estar integrada a outras práticas de manejo, como:

  • Correção e fertilização do solo;
  • Utilização de sementes certificadas;
  • Tratamento de sementes com produtos registrados;
  • Controle eficiente de plantas daninhas;
  • Adoção do sistema de plantio direto;
  • Manejo adequado da irrigação;
  • Planejamento da colheita.

Também é recomendada a calibração periódica da semeadora e o registro das regulagens utilizadas em cada safra, facilitando ajustes futuros e aumentando a precisão da operação.

Por fim, todas as decisões relacionadas ao manejo da cultura devem ser acompanhadas por um engenheiro agrônomo, seguindo as recomendações técnicas e respeitando o uso correto dos equipamentos de proteção individual durante o manuseio de insumos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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