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Mato Grosso

Rede estadual passa a contar com 263 escolas cívico-militares em Mato Grosso

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A rede estadual de ensino de Mato Grosso alcançou a marca de 263 Escolas Estaduais Cívico-Militares após a aprovação da conversão de mais 11 unidades em consultas realizadas nos dias 16 e 17 de junho. Com isso, o modelo passa a representar aproximadamente 41,7% das 631 escolas estaduais em funcionamento.

O número supera a meta estabelecida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que previa a implantação de 205 unidades até o final de 2026. Somente neste mês, 35 escolas receberam aprovação da comunidade escolar para adotar o novo modelo de gestão.

As consultas foram realizadas nas próprias unidades escolares, com participação de pais, responsáveis e estudantes matriculados. O processo é uma etapa obrigatória antes da conversão das escolas e busca assegurar a participação direta da comunidade na tomada de decisão.

A Seduc destaca que a implantação não ocorre de forma automática. Antes da adoção do modelo, cada unidade passa por etapas como chamamento público, apresentação da proposta à comunidade escolar, votação e divulgação oficial dos resultados.

Mesmo após a aprovação, as escolas ainda precisam concluir procedimentos administrativos, incluindo a contratação e designação dos militares da reserva que irão compor as Equipes Cívico-Militares.

Nas unidades cívico-militares, o ensino permanece público, gratuito e vinculado à rede estadual. Não há alterações no currículo pedagógico, que continua sob responsabilidade dos diretores, coordenadores e professores, seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Os militares da reserva atuam exclusivamente em funções administrativas e de apoio à disciplina, auxiliando na organização do ambiente escolar, controle de acesso, cumprimento de rotinas internas, promoção de atividades cívicas e fortalecimento de valores como respeito, responsabilidade e cidadania.

As Escolas Estaduais Cívico-Militares atendem atualmente 180.336 estudantes, o equivalente a cerca de 54% dos 333.958 alunos matriculados na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso. Já as Escolas Estaduais Militares somam 21.580 estudantes, representando aproximadamente 6,46% do total da rede.

Juntos, os dois modelos atendem 201.916 alunos, o que corresponde a 60,46% dos estudantes da rede estadual. Os números demonstram a ampla presença das escolas militares e cívico-militares em Mato Grosso e o alcance do modelo na educação pública do Estado.

Escolas aprovadas em consulta nos dias 16 e 17 de junho
• EE José Ângelo dos Santos – Barra do Garças
• EE Kreen Akorore – Guarantã do Norte
• EE Bacharel Ribeiro de Arruda – Poconé
• EE Dom Vunibaldo – Juscimeira
• EE Rodolfo Augusto Trechaud Curvo – Cuiabá
• EE Dona Rosa Friger Piovezan – Comodoro
• EE Coronel Jerônimo Gomes da Silva – Araguaiana
• EE Tancredo Neves – Nova Nazaré
• EE Padre Thiago – Mirassol D’Oeste
• EE Lourenço Peruchi – São José dos Quatro Marcos
• EE Deputado Dormevil Faria – Pontes e Lacerda

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Seduc avança com instalação de internet via satélite em escolas da Rede Estadual

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vem ampliando o acesso à conectividade nas escolas da Rede Estadual localizadas em regiões com infraestrutura de telecomunicações limitada.

Na primeira etapa, o projeto prioriza unidades indígenas, do campo e quilombolas, com a implantação de internet via satélite em 100 escolas. Até o momento, 83 instalações já foram concluídas e as demais serão concluídas até julho.

A iniciativa busca reduzir a exclusão digital em regiões remotas do estado e fortalecer o acesso de estudantes, professores e gestores a ferramentas educacionais e administrativas.

De acordo com a Seduc, as unidades contempladas estão localizadas em territórios onde as dificuldades geográficas impedem a implantação de infraestrutura convencional de telecomunicações.

Com a instalação dos kits Starlink Empresarial, as unidades passam a contar com conexão de alta velocidade e maior estabilidade O serviço contratado pela Seduc inclui um pacote empresarial com franquia prioritária de 2 TB, garantindo desempenho máximo dentro do volume contratado.

Após esse limite, a conexão permanece ativa, porém sem prioridade de tráfego. O serviço também conta com monitoramento contínuo dos pontos instalados, suporte técnico, manutenção e garantia de atendimento.

Para a secretaria, além de facilitar o acesso a plataformas educacionais, a conectividade torna a rotina administrativa das unidades mais ágil. A iniciativa beneficia diretamente professores, estudantes e servidores, que passam a contar com mais recursos para o desenvolvimento das atividades diárias.

Na Escola Estadual Indígena Dorothy Stang, a chegada da internet via satélite já é vista como um avanço importante para a comunidade escolar. Segundo o secretário da unidade, Marcelino Lima Dias, a nova estrutura proporciona uma conexão mais estável e de melhor qualidade, contribuindo para o fortalecimento das atividades pedagógicas e administrativas.

“A instalação do equipamento representa um avanço fundamental para a nossa escola. Todo o trabalho pedagógico e administrativo será beneficiado, o que permitirá mais agilidade, acesso a recursos educacionais e melhores condições para o desenvolvimento das atividades diárias dos alunos, professores e servidores”, afirma ele.

De acordo com a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, “levar internet de qualidade às escolas localizadas em regiões remotas é garantir que os estudantes tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem, independentemente da distância ou da localização de suas comunidades”.

O projeto também amplia as oportunidades de formação continuada para os educadores, que passam a ter acesso facilitado a cursos, materiais atualizados e canais de comunicação com a rede estadual. Para os estudantes, a conectividade significa maior acesso a pesquisas, conteúdos digitais e ferramentas que enriquecem o processo de aprendizagem.

Atualmente, a Rede Estadual conta com 70 escolas indígenas, que atendem mais de 9 mil estudantes, e 118 escolas do campo, responsáveis pelo atendimento de 30.031 alunos. Além disso, a rede tem 4 escolas quilombolas que atendem 1.646 estudantes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

CGE conquista certificação internacional inédita em auditoria governamental

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A Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) recebeu, nesta quinta-feira (18.6), o selo Nível 3 do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM), uma das mais importantes certificações internacionais voltadas à atividade de auditoria governamental. A entrega ocorreu durante a 58ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), realizada em Porto Alegre (RS), e foi recebida pelo secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, e equipe.

Com a conquista, Mato Grosso passa a integrar um grupo altamente restrito de órgãos de controle no país. Além da CGE, apenas as controladorias dos estados de Minas Gerais e Ceará possuem atualmente a certificação no mesmo nível, consolidando o protagonismo mato-grossense na área de controle interno e governança pública.

Reconhecido internacionalmente e recomendado pelo Conaci e pelo Banco Mundial, o IA-CM mede o grau de maturidade das auditorias internas do setor público. O Nível 3 atesta que a instituição possui processos estruturados, padronizados e sustentáveis, atuando de forma estratégica no fortalecimento da governança, da gestão de riscos e da tomada de decisões.

A certificação é resultado de um rigoroso processo de validação conduzido por especialistas indicados pelo Conaci, que analisaram metodologias, evidências documentais, fluxos de trabalho e práticas institucionais adotadas pela CGE. A avaliação confirmou que a auditoria interna do Estado atende aos requisitos exigidos pelas melhores práticas internacionais.

Para o secretário Controlador-geral, Paulo Farias, o reconhecimento representa a consolidação de um trabalho construído ao longo dos últimos anos.

“Esta certificação demonstra a maturidade institucional da auditoria interna de Mato Grosso e o compromisso permanente das nossas equipes com a excelência. O IA-CM Nível 3 confirma que a CGE atua de forma estratégica, contribuindo para o fortalecimento da governança, da integridade e da gestão de riscos, sempre com foco na melhoria dos serviços prestados à sociedade”, destacou.

O presidente do Conaci, Leonardo Ferraz, ressaltou que a conquista de Mato Grosso representa um marco para o sistema de controle interno brasileiro.

“Ver mais controladorias alcançando o Nível 3 do IA-CM é motivo de grande orgulho para o Conaci. Quando adotamos esse modelo como referência nacional, em 2019, muitos consideravam esse patamar um objetivo distante, devido ao alto grau de exigência da metodologia. Hoje, Mato Grosso demonstra que é possível alcançar esse nível de excelência e passa a servir de referência para outras instituições do país. O reconhecimento internacional que o Brasil vem recebendo pela implementação do IA-CM reforça a importância desse trabalho e evidencia o protagonismo das controladorias brasileiras nesse processo”, disse.

A CGE participa da implementação da metodologia desde 2015 e, ao longo dos anos, promoveu sucessivos ciclos de autoavaliação, aprimoramento de processos e fortalecimento institucional. O resultado é o reconhecimento de uma trajetória marcada pelo investimento contínuo em governança, integridade e modernização da atividade de auditoria interna.

Com a certificação, Mato Grosso reforça sua posição entre os estados que adotam padrões internacionais de excelência na administração pública, ampliando a capacidade de prevenção de riscos, aperfeiçoando os mecanismos de controle e contribuindo para uma gestão cada vez mais transparente, íntegra e eficiente.

Durante a programação da 58ª Reunião Técnica do Conaci, o Controlador-geral de Mato Grosso e segundo vice-presidente do Conaci, Paulo Farias, também realizou o lançamento da Estratégia de Escuta Institucional do MUCCI (Modelo Único de Capacidade de Controle Interno).

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a participação dos órgãos de controle interno na evolução do modelo, promovendo a coleta de experiências, sugestões e boas práticas para o aperfeiçoamento contínuo da ferramenta. A estratégia busca ampliar o diálogo entre União, estados e municípios, consolidando uma linguagem comum para a avaliação da maturidade dos sistemas de controle interno e reforçando o papel estratégico dessas instituições na prevenção de irregularidades, no fortalecimento da governança e na melhoria dos serviços públicos prestados à sociedade.

Fonte: Governo MT – MT

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