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Agronegócio

Sementes de sorgo ganham protagonismo e qualidade da produção começa antes do plantio no Brasil

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Sementes de sorgo exigem rigor técnico desde a escolha da área de produção

A produção de sorgo no Brasil vem registrando forte evolução nos últimos anos, deixando de ser uma cultura secundária para ocupar espaço estratégico no agronegócio nacional. A cultura se destaca pela versatilidade de uso, abrangendo alimentação animal e humana, produção de biomassa e até biocombustíveis.

Esse avanço está diretamente ligado à melhoria contínua da qualidade das sementes, impulsionada por pesquisa, melhoramento genético e adoção de tecnologias avançadas de produção.

Qualidade da semente começa no campo de produção

A excelência das sementes de sorgo depende, principalmente, da seleção criteriosa das áreas de cultivo. Esse é o primeiro passo para garantir pureza genética, vigor e alta capacidade de germinação.

De acordo com especialistas do setor, fatores como fertilidade do solo, topografia adequada, disponibilidade hídrica e baixa pressão de pragas, doenças e plantas daninhas são essenciais para o sucesso da produção.

Outro ponto determinante é a parceria com produtores altamente tecnificados, abertos à adoção de novas tecnologias e boas práticas de manejo.

Em determinadas regiões, a altitude também exerce influência direta no desempenho das sementes. Áreas acima de 800 metros tendem a oferecer condições mais favoráveis ao desenvolvimento das linhagens e à qualidade final do produto.

Manejo integrado é decisivo para desempenho das linhagens

A definição da melhor janela de plantio é outro fator que impacta diretamente a performance das sementes de sorgo. O objetivo é permitir que a planta expresse seu máximo potencial produtivo.

Nesse contexto, o manejo integrado ganha papel central. Todas as etapas, desde a seleção da área até o controle químico, são planejadas para reduzir interferências que possam comprometer a qualidade fisiológica das sementes.

Entre os principais indicadores monitorados estão germinação, vigor e sanidade, fundamentais para garantir lavouras mais uniformes e produtivas.

Pureza genética exige isolamento rigoroso das áreas

A manutenção da integridade genética é um dos maiores desafios na produção de sementes de sorgo. Para evitar contaminações, o processo exige controle rigoroso tanto de fatores internos quanto externos.

Plantas voluntárias oriundas de cultivos anteriores, conhecidas como “tigueras”, são monitoradas de forma constante. Além disso, há preocupação com espécies invasoras e plantas daninhas de difícil controle.

Em operações mais rigorosas, áreas com risco de contaminação em raio inferior a 1.500 metros são descartadas para produção de sementes, reforçando o nível de exigência do setor.

Durante o florescimento, equipes técnicas realizam inspeções de campo conhecidas como roguing, com eliminação de plantas atípicas identificadas por diferenças de cor, porte ou ciclo.

Entre os principais riscos está o Capim Massambará, considerado uma das principais ameaças à pureza dos campos de produção.

Tecnologia contribui para controle de contaminantes

O uso de biotecnologia e inovação também tem sido fundamental para elevar o padrão das sementes de sorgo.

Tecnologias como o sistema igrowth permitem maior eficiência no controle de plantas invasoras, auxiliando na eliminação de contaminantes provenientes de áreas vizinhas ou espécies nativas.

A solução possibilita ainda a aplicação direcionada de herbicidas, contribuindo para maior segurança no manejo e preservação da qualidade genética da semente.

Colheita e beneficiamento garantem preservação da qualidade

Após o desenvolvimento no campo, as etapas de colheita e beneficiamento também são decisivas para manter o desempenho das sementes.

O controle da umidade no momento da colheita é um dos principais fatores de atenção, já que influencia diretamente a preservação do vigor e da germinação.

Todo o processo logístico, incluindo transporte e secagem, é monitorado para evitar perdas de qualidade.

No beneficiamento, as sementes passam por rigorosos controles de eficiência e padronização, assegurando que o material final mantenha suas características genéticas e fisiológicas intactas até chegar ao produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Preços do algodão ficam estáveis a mais fracos no Brasil com recuo da demanda e baixa liquidez

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Os preços do algodão no Brasil apresentaram comportamento de estabilidade a leve queda ao longo da semana, refletindo o enfraquecimento da demanda interna e a postura mais cautelosa dos compradores. Segundo a Safras Consultoria, o mercado operou com baixa liquidez, em um cenário de negociação mais pontual e ritmo reduzido de aquisições.

O movimento foi marcado por compradores atuando “da mão para boca”, ou seja, adquirindo volumes apenas conforme necessidade imediata, enquanto vendedores adotaram postura defensiva, o que contribuiu para limitar os negócios no mercado doméstico.

Algodão mantém preços praticamente estáveis em São Paulo e Mato Grosso

Na praça de São Paulo, o algodão posto CIF registrou valor próximo de R$ 4,14 por libra-peso na quinta-feira (18), praticamente estável em relação à semana anterior.

Já em Rondonópolis (MT), referência importante do mercado físico, a pluma foi negociada a R$ 131,14 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,97 por libra-peso. Na comparação semanal, houve leve recuo de 0,22%, frente aos R$ 131,43 por arroba registrados anteriormente.

O cenário reforça a tendência de estabilidade com viés de baixa, influenciado pela menor intensidade das compras e pela postura defensiva dos agentes de mercado.

Custos do algodão em Mato Grosso recuam levemente, mas seguem em patamar elevado, aponta Imea

Produção da safra 2026/27 mantém pressão sobre margens, enquanto exportações brasileiras avançam mais de 70% em volume diário

Os custos de produção do algodão em Mato Grosso registraram leve queda em maio, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O custo total foi estimado em R$ 18.881,00 por hectare, abaixo dos R$ 18.962,50 por hectare observados em abril, considerando a safra 2026/27.

Apesar da redução pontual, o patamar de custos permanece elevado, mantendo pressão sobre a rentabilidade dos produtores em um cenário de preços internacionais ainda voláteis.

Exportações de algodão crescem 74% em relação ao ano passado

As exportações brasileiras de algodão seguem em ritmo forte em junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 104,327 mil toneladas nos primeiros nove dias úteis do mês, com média diária de 11,591 mil toneladas.

A receita acumulada no período foi de US$ 167,319 milhões, com média diária de US$ 18,591 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o desempenho mostra crescimento expressivo: alta de 74,6% no volume diário exportado e avanço de 74,1% na receita diária, reforçando a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Mercado do algodão segue dividido entre pressão interna e demanda externa

Enquanto o mercado doméstico enfrenta baixa liquidez e preços pressionados, o cenário externo segue favorável, sustentando parte da demanda pela fibra brasileira. O equilíbrio entre custos elevados, consumo interno mais lento e forte desempenho das exportações deve continuar influenciando a formação de preços nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Colheita de café no Brasil avança e atinge 39% da safra 2026/27, com destaque para o conilon

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Colheita de café ganha tração, mas ainda abaixo da média histórica

A colheita de café no Brasil avançou na última semana e alcançou 39% da safra 2026/27 até o dia 17 de junho, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O resultado representa um avanço de 9 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Apesar da aceleração recente, o ritmo ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 43% da safra havia sido colhida, e também ligeiramente inferior à média dos últimos cinco anos (2021–2025), que é de 40%.

O desempenho da colheita segue sendo influenciado pelas condições climáticas no cinturão produtor, com destaque para o excesso de chuvas em áreas importantes de produção.

Conilon lidera avanço da colheita no campo

O café canéfora (conilon/robusta) segue puxando o ritmo dos trabalhos no campo. Até o momento, 59% da produção já foi colhida, impulsionada principalmente pelo avanço das operações no Espírito Santo, maior produtor nacional da variedade.

O desempenho atual supera levemente o registrado no mesmo período de 2025 e também a média dos últimos cinco anos, ambos em 58%, indicando um ciclo mais adiantado para o conilon nesta safra.

Arábica segue atrasado com impacto das chuvas

Já a colheita do café arábica continua em ritmo mais lento, impactada pelo excesso de umidade em importantes regiões produtoras. O percentual colhido chega a 29% da produção até o momento.

O número está abaixo do observado no mesmo período do ano passado, quando o avanço era de 34%, e também inferior à média histórica de cinco anos, estimada em 30%.

O atraso no arábica pode impactar o fluxo de oferta no curto prazo, especialmente em regiões de maior altitude, onde a maturação tende a ser mais gradual.

Exportações de café seguem em alta em junho

No comércio exterior, as exportações brasileiras de café em grão seguem firmes no início de junho de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 1.266.572 sacas de 60 kg em nove dias úteis do mês.

A média diária é de 140.730 sacas, com receita total de US$ 428,486 milhões, o que representa uma média diária de US$ 47,609 milhões. O preço médio da saca ficou em US$ 338,30.

Na comparação anual, a receita média diária cresceu 1,9% frente a junho de 2025. O volume embarcado avançou 26,2%, enquanto o preço médio recuou 19,2% no mesmo período.

Perspectivas para o setor cafeeiro

O avanço da colheita de conilon e o atraso do arábica devem manter a oferta segmentada nas próximas semanas, com impactos distintos sobre preços e logística. O mercado segue atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras e ao ritmo das exportações, que continuam sendo um dos principais sustentadores da demanda pelo café brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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