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Agronegócio

StoneX aponta déficit no petróleo, riscos climáticos e mudanças nas perspectivas para soja, café e fertilizantes no 3º trimestre de 2026

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O mercado global de commodities inicia o terceiro trimestre de 2026 em um ambiente de transição, marcado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, fortalecimento do fenômeno El Niño e mudanças relevantes nos fundamentos de importantes mercados agrícolas e energéticos.

As projeções fazem parte do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, que avalia os principais fatores capazes de influenciar a oferta, a demanda e a formação dos preços de petróleo, fertilizantes, soja, café e demais produtos estratégicos para o agronegócio mundial.

Mercado de petróleo deve permanecer em déficit

Mesmo após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, a StoneX projeta que o mercado internacional de petróleo continuará operando em déficit durante todo o terceiro trimestre.

Segundo a consultoria, a redução das tensões geopolíticas provocou recuo nas cotações, mas a recuperação da oferta no Golfo Pérsico deverá ocorrer de maneira gradual. Paralelamente, estoques estratégicos reduzidos, limitações logísticas e a retomada da demanda asiática mantêm um ambiente de aperto na oferta mundial.

Outro fator de atenção é a menor capacidade dos Estados Unidos de compensar eventuais interrupções no abastecimento, em razão dos baixos níveis de suas reservas estratégicas.

De acordo com Bruno Cordeiro dos Santos, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, a combinação entre o fortalecimento da demanda asiática e o consumo resiliente nos Estados Unidos deve continuar pressionando os estoques globais ao longo dos próximos meses.

Fertilizantes entram em fase de maior estabilidade, mas desafios permanecem

Após meses de elevada volatilidade provocada pelos conflitos no Oriente Médio, o mercado internacional de fertilizantes começa o terceiro trimestre com perspectivas mais equilibradas.

A expectativa é que a normalização gradual da navegação pelo Estreito de Ormuz e o retorno das exportações chinesas de ureia contribuam para melhorar o abastecimento mundial.

Ainda assim, cada segmento apresenta fundamentos distintos.

Os fertilizantes nitrogenados podem registrar recuperação nos preços diante da recomposição dos estoques e da retomada da demanda global.

Já os fosfatados seguem pressionados pela oferta restrita e pelos elevados custos de produção, principalmente em função da escassez internacional de enxofre.

No caso dos fertilizantes potássicos, a expectativa é de manutenção de um mercado relativamente equilibrado.

No Brasil, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao avanço das compras para a próxima safra, custos financeiros elevados e gargalos logísticos.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o avanço das negociações diplomáticas reduz parte dos riscos para o comércio internacional de fertilizantes e melhora a previsibilidade dos agentes do setor, favorecendo a normalização dos fluxos comerciais durante o segundo semestre.

El Niño amplia riscos para a agricultura mundial

O fortalecimento do El Niño será um dos principais fatores de atenção para o agronegócio global durante o terceiro trimestre de 2026.

A StoneX alerta que o fenômeno climático poderá alterar os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões produtoras, elevando o risco para culturas como soja, café, açúcar, algodão, trigo e cacau.

No Brasil, o foco está principalmente no retorno das chuvas para o estabelecimento da safra de verão, enquanto outras regiões do planeta monitoram episódios de calor excessivo e estresse hídrico.

Segundo Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a consolidação do El Niño tende a aumentar significativamente os riscos climáticos nas principais áreas agrícolas do mundo, exigindo maior atenção de produtores, indústrias e investidores.

Soja terá trimestre decisivo para definição dos preços

Apesar do confortável cenário global de oferta, o mercado da soja deverá apresentar elevada sensibilidade às condições climáticas durante os próximos meses.

O principal foco permanece na safra norte-americana, que entra em sua fase crítica de desenvolvimento justamente sob influência crescente do El Niño.

Além do clima, o avanço da indústria mundial de biocombustíveis e o cumprimento dos acordos comerciais entre China e Estados Unidos poderão alterar o equilíbrio entre oferta e demanda.

Enquanto isso, Brasil e Argentina continuam sustentando uma ampla disponibilidade global da oleaginosa.

Para Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, a produtividade das lavouras norte-americanas continuará sendo o principal fator de formação dos preços internacionais ao longo do trimestre.

Café ganha perspectiva mais confortável de oferta

Depois de dois anos marcados por forte restrição na oferta global, o mercado internacional de café inicia o terceiro trimestre de 2026 com um cenário mais favorável ao abastecimento.

A chegada da safra recorde brasileira, aliada ao crescimento da produção vietnamita, deve resultar em superávit mundial da commodity, reduzindo parte da pressão observada recentemente sobre os preços.

Apesar disso, a StoneX destaca que fatores como o ritmo da comercialização, a recomposição dos estoques globais e a evolução do El Niño continuarão influenciando a volatilidade do mercado.

Além disso, investidores já começam a direcionar atenção para os riscos climáticos da safra 2027/28, tanto no Brasil quanto no Sudeste Asiático.

Segundo Leonardo Rossetti, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, os embarques mais expressivos da nova safra brasileira deverão chegar ao mercado internacional principalmente entre julho e agosto, contribuindo para reduzir o aperto registrado nos últimos anos e aliviar a pressão sobre os diferenciais de exportação.

Perspectiva para o agronegócio

As projeções da StoneX indicam que o terceiro trimestre de 2026 será marcado por uma combinação de fatores geopolíticos, climáticos e econômicos que deverão influenciar diretamente o comportamento das principais commodities globais.

Enquanto o petróleo segue sustentado por um cenário de déficit, fertilizantes caminham para maior estabilidade. No setor agrícola, o El Niño passa a ocupar posição central na formação das expectativas para soja, café, açúcar e demais culturas, tornando o clima o principal fator de risco para o mercado internacional nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Exportações de milho do Brasil crescem 11,9% na safra 2024/25; Mato Grosso lidera embarques e Egito amplia compras

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As exportações brasileiras de milho encerraram a safra 2024/25 em ritmo positivo, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores do cereal no mercado internacional. O volume embarcado cresceu 11,88% em relação à temporada anterior, impulsionado pela maior disponibilidade de produto e pela forte competitividade do milho brasileiro no comércio global.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que o país exportou 42,38 milhões de toneladas de milho ao longo da safra, confirmando a força das vendas externas mesmo diante das oscilações do mercado internacional.

Mato Grosso mantém liderança absoluta nas exportações de milho

Maior produtor nacional do cereal, Mato Grosso permaneceu na liderança das exportações brasileiras durante a safra 2024/25.

O estado embarcou 24,35 milhões de toneladas, volume 2,34% superior ao registrado na temporada anterior. Com esse desempenho, respondeu por 57,48% de todo o milho exportado pelo Brasil, reforçando sua importância estratégica para o abastecimento do mercado global.

O resultado reflete a elevada produção estadual, aliada à crescente eficiência logística e à demanda consistente de compradores internacionais.

Egito amplia compras e lidera destinos do milho mato-grossense

Entre os principais importadores do milho produzido em Mato Grosso, o Egito consolidou sua posição como maior comprador da safra.

O país adquiriu 5,43 milhões de toneladas, registrando crescimento de 40,37% na comparação com a temporada anterior.

Na sequência aparece o Irã, com importações de 3,10 milhões de toneladas, avanço de 25,44% em relação ao ciclo anterior.

O Vietnã completou o grupo dos maiores destinos, com 2,76 milhões de toneladas adquiridas. Embora tenha registrado retração de 9,61%, o país permaneceu entre os principais mercados para o milho mato-grossense.

Juntos, Egito, Irã e Vietnã importaram 11,29 milhões de toneladas, concentrando parcela significativa das exportações do estado.

Mercado volta atenção para a safra 2025/26

Com o encerramento oficial das exportações da safra 2024/25, o mercado já direciona o foco para a temporada 2025/26.

Segundo o Imea, os embarques da nova safra começam a ganhar intensidade à medida que a colheita avança nas principais regiões produtoras do país. A expectativa do setor é de continuidade da forte presença brasileira no mercado internacional, sustentada pelo elevado potencial produtivo e pela competitividade do milho nacional frente aos principais concorrentes.

Caso o ritmo das exportações seja mantido, o Brasil deverá continuar ampliando sua participação no comércio global de milho, consolidando Mato Grosso como principal origem dos embarques destinados aos grandes importadores mundiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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