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Economia

CTIBC aprova versão final da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial

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O Comitê Técnico da Indústria de Baixo Carbono (CTIBC) aprovou, nesta quarta-feira (17/06), a versão final da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI). Lançada no contexto da COP30, a ENDI coordena diretrizes e instrumentos voltados à transição e à transformação do setor industrial brasileiro.

A estratégia busca assegurar que a indústria nacional esteja preparada para responder às transformações tecnológicas, às novas demandas dos mercados e aos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil, promovendo o alinhamento entre políticas públicas, iniciativas privadas e cooperação internacional. 

De acordo com a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SEV/MDIC), Julia Cruz, a estratégia posiciona a descarbonização como vetor de desenvolvimento econômico e da competitividade da indústria nacional. 

“A ENDI reforça que a descarbonização não é apenas um imperativo ambiental, mas uma alavanca para o desenvolvimento produtivo, competitivo e sustentável. Ela foi desenhada para transformar as vantagens comparativas do Brasil em diferenciais competitivos de médio e longo prazo, fortalecendo cadeias produtivas e criando oportunidades para atrair investimentos”, explicou Julia Cruz, ao presidir a 17ª reunião do CTIBC. 

Estruturada em 4 pilares: 1 – Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e Capacitação Profissional; 2 – Insumos Descarbonizantes; 3- Estímulo à Demanda por Produtos de Baixo Carbono; e 4 – Financiamentos e Incentivos, a Estratégia traz uma visão sistêmica com ações e metas concretas articuladas com diferentes instituições nacionais e internacionais. 

Com a aprovação, o MDIC dará início à fase de implementação da estratégia com foco na articulação de instrumentos de financiamento, inovação e desenvolvimento tecnológico, além da coordenação de iniciativas setoriais alinhadas à Nova Indústria Brasil e ao Plano Clima. 

A próxima etapa também prevê o monitoramento das ações e resultados, fortalecendo a competitividade da indústria brasileira em uma economia global cada vez mais orientada por soluções de baixo carbono. 

Durante o encontro, foi anunciada a aprovação do plano de investimento no Brasil pelo Climate Investment Funds (CIF), que prevê um aporte de US$ 250 milhões para apoiar projetos de descarbonização industrial no país. O CIF é um fundo multilateral voltado ao apoio de países em desenvolvimento na transição para economias resilientes ao clima e de baixo carbono. O fundo é operado por meio de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e a International Finance Corporation (IFC).

 CTIBC

O Comitê Técnico da Indústria de Baixo Carbono (CTIBC) é uma instância de governança voltada à articulação de ações e políticas para promover a transição da indústria brasileira para uma economia de baixo carbono. O colegiado reúne representantes do governo, do setor produtivo e de instituições parceiras para discutir estratégias, instrumentos e iniciativas que fortaleçam a competitividade industrial, estimulem a inovação tecnológica e contribuam para o desenvolvimento sustentável do país.

Entre as atribuições do Comitê estão o acompanhamento da implementação da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI) e a promoção do diálogo entre os diversos atores envolvidos na agenda de transformação industrial sustentável.

 Saiba mais sobre a ENDI

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Webinar do MDIC reforça papel da desburocratização para ampliar exportações e competitividade

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Em um momento marcado pela ampliação da rede de acordos comerciais do Brasil, pela conclusão da tramitação dos acordos Mercosul-EFTA e Mercosul-Singapura no Congresso Nacional e pelos avanços na implementação do Acordo Mercosul-União Europeia, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) promoveu, nesta quinta-feira (18/06), a 4ª edição do Webinar de Operações de Comércio Exterior. Com mais de 700 participantes, o evento destacou iniciativas voltadas à simplificação, à transparência e à modernização das operações, consideradas essenciais para que as oportunidades geradas pela agenda comercial brasileira se convertessem em negócios e ganhos de competitividade para as empresas.

O webinar está disponível no canal do MDIC no YouTube

Ao abrir o evento, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, afirmou que a eficiência das operações de comércio exterior é um elemento essencial para a competitividade brasileira. Para ela, os resultados históricos alcançados pelo país nesses últimos anos decorrem também de um esforço contínuo de simplificação, modernização e redução de custos burocráticos, aliado ao trabalho diário dos profissionais e empresas que viabilizam as operações de exportação e importação.

A secretária ressaltou ainda que o comércio exterior brasileiro apresentou resultados expressivos mesmo em um cenário internacional desafiador e destacou a importância dos esforços de modernização conduzidos pelo governo federal para ampliar a competitividade das empresas brasileiras e garantir o aproveitamento das oportunidades geradas pelos acordos comerciais.

Também na abertura do webinar, o diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), Renato Agostinho, destacou que o evento integrou a estratégia da Secex de fortalecer o diálogo com o setor privado, ampliar a transparência e aperfeiçoar continuamente os instrumentos de apoio ao comércio exterior. Na sequência, apresentou os temas debatidos ao longo dos quatro painéis técnicos do encontro.

“Hoje, mais de 70% das operações de importação já são registradas no Portal Único e devemos alcançar 100% até o final deste ano. Grande parte do êxito dessa transformação decorre da parceria entre governo e setor privado, que tem contribuído para tornar os processos mais simples, eficientes e previsíveis para os operadores”, afirmou.

Ao longo de sua apresentação, Agostinho destacou os avanços na implementação do Portal Único de Comércio Exterior, os esforços de simplificação dos controles administrativos, a ampliação do uso de licenças flexíveis e as mudanças recentes nos regimes de drawback suspensão e isenção, que passaram a permitir a apresentação simultânea de documentos no momento da solicitação dos atos concessórios.

O primeiro painel do webinar abordou a operacionalização das cotas previstas no Acordo Mercosul-União Europeia e apresentou atualizações sobre os mecanismos de distribuição e controle administrados pela Secex para garantir o aproveitamento dos benefícios negociados pelo Brasil.

O segundo painel tratou dos regimes de drawback suspensão e isenção, principais instrumentos de estímulo às exportações brasileiras, com destaque para as medidas recentes de simplificação e agilização dos processos de concessão.

Na sequência, os participantes acompanharam uma apresentação sobre o programa Acredita Exportação, iniciativa voltada à ampliação da competitividade das micro e pequenas empresas exportadoras por meio da devolução de resíduos tributários incidentes sobre as vendas externas.

O quarto painel foi dedicado aos impactos da reforma tributária sobre o comércio exterior, com destaque para os efeitos da regulamentação dos novos tributos sobre o consumo e seus reflexos para exportadores e importadores.

Além das apresentações, os participantes puderam encaminhar perguntas à equipe técnica da Secex ao longo de todo o evento. Especialistas da secretaria responderam dúvidas sobre a operacionalização das cotas do Acordo Mercosul-União Europeia, os regimes de drawback, o programa Acredita Exportação, a reforma tributária e outros temas relacionados às operações de comércio exterior.

A iniciativa integrou as ações permanentes da Secex para ampliar a transparência, fortalecer o diálogo com o setor privado e disseminar informações sobre instrumentos e políticas públicas voltados ao aumento da competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Brasil e Colômbia debatem ampliação do comércio e novas parcerias bilaterais

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Brasil e Colômbia, em encontro bilateral realizado nesta terça-feira (16/06), em Bogotá, entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a ministra de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Diana Morales Rojas, reafirmaram o compromisso de intensificar o diálogo e a cooperação em matéria de comércio, investimentos e integração produtiva no setor automotivo, celebrando a continuidade da vigência do Acordo Automotivo no âmbito do ACE 72, destacando seu papel na previsibilidade dos fluxos comerciais entre os dois países.

Com o objetivo de fortalecer os vínculos econômico-comerciais e avançar em iniciativas de ampliação e cooperação industrial entre os dois países, as autoridades reafirmaram a disposição de preservar e aprofundar os instrumentos bilaterais existentes, além de promover novas oportunidades comerciais.

Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, “a visita do presidente Lula a Bogotá, em abril de 2024, marcou um novo patamar na relação bilateral, elevando-a ao nível de prioridade estratégica. Temos hoje a oportunidade de traduzir essa orientação em resultados concretos e benéficos para nossas economias e sociedades”.

O ministro do MDIC também ressaltou a convergência entre a Nova Indústria Brasil (NIB) e a política de reindustrialização colombiana como oportunidade para ampliar a cooperação bilateral e impulsionar o desenvolvimento conjunto em áreas estratégicas, como mobilidade sustentável, insumos farmacêuticos, construção naval, defesa, hidrogênio verde, biocombustíveis e bioinsumos.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Colômbia alcançou US$ 5,4 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 3,4 bilhões. A pauta exportadora é diversificada e inclui veículos e autopeças, café, papel e cartão, produtos de perfumaria, pneus, medicamentos, produtos químicos, calçados, máquinas e equipamentos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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