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Agronegócio

Exportações de carne bovina do Brasil devem atingir 4,96 milhões de toneladas em 2027, projeta Safras & Mercado

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As exportações brasileiras de carne bovina devem alcançar 4,960 milhões de toneladas em equivalente carcaça em 2027, o que representa um crescimento de 0,32% em relação ao volume estimado para 2026, de 4,944 milhões de toneladas. A projeção é da consultoria Safras & Mercado.

O desempenho reforça a manutenção do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína bovina, mesmo em um cenário de ajustes no ciclo pecuário e menor disponibilidade interna de animais para abate.

Produção de carne bovina deve recuar em 2027

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a produção brasileira de carne bovina deve somar 10,864 milhões de toneladas em 2027, abaixo das 11,157 milhões de toneladas projetadas para 2026, representando queda de 2,63%.

O movimento está diretamente relacionado à mudança no ciclo pecuário, com tendência de maior retenção de fêmeas pelos produtores, o que reduz a oferta de animais para abate no curto prazo.

Segundo Iglesias, o cenário também indica uma possível redução na disponibilidade de gado de reposição em 2027, o que pode gerar pressão sobre os preços ao longo do período.

Consumo interno também deve recuar

No mercado doméstico, a disponibilidade de carne bovina deve cair em 2027. A estimativa é de que 5,948 milhões de toneladas sejam destinadas ao consumo interno, uma retração de 4,92% em relação às 6,256 milhões de toneladas projetadas para 2026.

A redução acompanha a menor produção e reforça o equilíbrio mais ajustado entre oferta e demanda no mercado brasileiro, especialmente em um cenário de maior competitividade das exportações.

Importações crescem em ritmo moderado

Mesmo com o Brasil sendo tradicionalmente exportador líquido de carne bovina, as importações também devem apresentar leve avanço.

A expectativa é de que o país importe 44,41 mil toneladas em 2027, alta de 2,41% frente às 43,36 mil toneladas previstas para 2026. Embora ainda em volumes baixos, o movimento reflete nichos específicos de demanda no mercado interno.

Perspectivas para o setor em 2027

O cenário projetado indica um ano de ajustes estruturais para o setor de carne bovina no Brasil, com menor produção, leve expansão das exportações e consumo interno mais restrito.

A combinação de retenção de fêmeas e possível escassez de animais de reposição tende a manter o mercado atento à formação de preços ao longo de 2027, com impactos diretos na cadeia produtiva e na competitividade internacional da carne brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em debate e preocupa exportadores do agronegócio

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O governo dos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira (6), em Washington, uma audiência pública para discutir a proposta de aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, medida que pode impactar diretamente cadeias estratégicas do agronegócio, como café, etanol e bioenergia.

A sessão é conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e deve se estender até terça-feira (7). Ao todo, cerca de 40 empresas e entidades brasileiras e norte-americanas se inscreveram para apresentar manifestações favoráveis ou contrárias à proposta.

Agronegócio brasileiro participa da audiência

Entre as instituições brasileiras que defenderão seus posicionamentos estão a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), além da Embraer e outras organizações. O senador Flávio Bolsonaro também está inscrito para participar da audiência.

Cada expositor terá até cinco minutos para apresentar seus argumentos previamente encaminhados ao USTR. Após as apresentações, representantes do órgão norte-americano poderão realizar questionamentos complementares.

Investigação comercial começou em 2025

A audiência faz parte da investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos em 15 de julho de 2025, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que autoriza o governo norte-americano a investigar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.

A análise do USTR concentra-se em seis pontos considerados sensíveis na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos:

  • Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico;
  • Tarifas preferenciais;
  • Políticas de combate à corrupção;
  • Proteção da propriedade intelectual;
  • Acesso ao mercado brasileiro de etanol;
  • Combate ao desmatamento ilegal.

Ao final da investigação, o governo norte-americano poderá decidir pela adoção de medidas comerciais, incluindo a imposição da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

Governo brasileiro contesta proposta

Em resposta à investigação, o governo brasileiro encaminhou um documento oficial ao USTR contestando as conclusões preliminares e rejeitando os fundamentos utilizados para justificar uma eventual elevação das tarifas.

Segundo o Itamaraty, as práticas comerciais brasileiras não causam prejuízos ao comércio ou às empresas dos Estados Unidos e, por isso, não atendem aos requisitos legais previstos na legislação norte-americana para a adoção de medidas unilaterais.

Na manifestação diplomática, o Brasil também solicita que os Estados Unidos se abstenham de aplicar qualquer sanção comercial enquanto a investigação estiver em andamento.

O documento afirma ainda que o USTR não demonstra o vínculo jurídico necessário entre políticas adotadas pelo Brasil e eventuais restrições ao comércio norte-americano. Para o governo brasileiro, divergências sobre decisões soberanas de política pública não constituem fundamento suficiente para justificar medidas previstas na Seção 301.

Setores exportadores acompanham decisão

A possibilidade de uma tarifa adicional sobre produtos brasileiros é acompanhada com atenção pelos setores exportadores, especialmente pelo agronegócio. Caso a medida seja implementada, produtos como café, etanol e outros itens da pauta agrícola brasileira poderão perder competitividade no mercado dos Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações nacionais.

A audiência pública representa uma etapa importante do processo de investigação comercial e deverá subsidiar a decisão final do governo norte-americano sobre a eventual adoção da sobretaxa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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