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Educação

Mulheres Mil: Goiás oferta 210 vagas de qualificação profissional

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Com início previsto para outubro de 2026, o programa Mulheres Mil oferta 210 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional no estado de Goiás. As oportunidades são voltadas à educação profissional e tecnológica (EPT) e visam promover a inclusão produtiva e a autonomia das mulheres na região.  

As qualificações profissionais no Estado serão ofertadas pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Confira os cursos e as vagas: 

  • Assistente Administrativo (carga horária de 176 horas), ofertado em Cristalina e Iporá, ambos com 30 vagas;  
  • Assistente de Recursos Humanos (carga horária de 176 horas): ofertado em Cristalina e Iporá, ambos com 30 vagas;  
  • Maquiador (carga horária de 176 horas), ofertado em Hidrolândia (30 vagas);  
  • Microempreendedor Individual (MEI) (carga horária de 176 horas), ofertado em Hidrolândia (30 vagas); 
  • Vendedor (carga horária de 176 horas), ofertado em Hidrolândia (30 vagas).  

Como se inscrever – Para conferir o detalhamento das oportunidades, os requisitos de participação e o processo seletivo, as candidatas devem acessar o Painel de Oportunidades do Pronatec e selecionar o filtro “Mulheres Mil”. Em seguida, é necessário escolher o estado e selecionar o mês “outubro”. 

As inscrições e a consulta aos editais de ingresso devem ser realizadas junto às instituições de ensino ou em seus respectivos canais oficiais. 

Mulheres Mil – O programa Mulheres Mil atende mulheres maiores de 16 anos em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência, com baixa ou nenhuma escolaridade e é fomentado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Semana do Surdo destaca novas diretrizes para a Educação Bilíngue de Surdos

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N a semana marcada pelo Dia Internacional das Línguas de Sinais, celebrado em 23 de setembro, e pelo Dia Nacional do Surdo, em 26 de setembro, mesma data em que celebra a criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), a educação bilíngue de surdos ganha destaque com novas diretrizes, recursos para escolas, formação de profissionais e expansão de vagas no ensino superior. As datas reforçam a visibilidade, a equidade linguística e o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como elemento central de identidade e cultura surda.

Entre os principais marcos das políticas do Ministério da Educação (MEC) está a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs), instituída pela Portaria MEC nº 588, de 2 de julho de 2026. A Pnebs é organizada em seis eixos estruturantes: rede de governança; diretrizes; currículo e material didático-pedagógico; produção de conhecimento e monitoramento; formação; e reconhecimento, valorização e difusão de experiências inovadoras. 

A diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos (Dipebs) da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Patrícia Luiza Curione, ressalta que o objetivo central da Pnebs é garantir o direito de o aluno surdo ter a Libras como primeira língua (L1) de instrução, interação, comunicação e ensino, e o português escrito como segunda língua (L2). A diretora pontuou ainda que a política orienta, de maneira técnica e orçamentária, as redes estaduais, municipais e distrital para oferecer uma formação de qualidade em todo o território nacional, assegurando docentes bilíngues que sejam referência linguística e profissional no ambiente escolar.

 Assista ao vídeo:

Apoio às unidades escolares – Para garantir a infraestrutura necessária nas escolas, as unidades contam com o Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE Equidade, por meio da Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026. O programa destina recursos financeiros diretamente às unidades registradas no Censo Escolar do Inep, por meio de dois eixos: 

  • Sala de Recursos Multifuncionais (PDDE SRM): voltado à aquisição de equipamentos, materiais pedagógicos e tecnologias assistivas para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), prioritariamente nas Salas de Recursos Multifuncionais. 
  • Diversidades (Subeixo Educação Bilíngue de Surdos): o objetivo é apoiar a garantia do acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem de estudantes público-alvo da educação bilíngue de surdos nas escolas bilíngues, escolas-polo e turmas bilíngues de surdos. 

De acordo com dados do Censo Escolar 2025 do Inep, a modalidade da educação bilíngue de surdos está presente em 119 escolas de todas as regiões do país. Desse total, 50 são escolas bilíngues de surdos e 69 são escolas que oferecem classes ou turmas bilíngues de surdos, somando 690 salas e turmas em funcionamento. A maior parte dessa oferta está na rede pública, com 94 escolas e 536 salas e turmas. A modalidade está garantida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional desde a Lei nº 14.191/2021. 

Formação de profissionais e materiais pedagógicos – A qualificação do corpo docente e técnico é articulada por meio do Programa Rede Nacional de Formação Continuada de Profissionais da Educação (Renafor). Regulamentada pela Portaria Secadi/MEC nº 10, de 18 de fevereiro de 2026, a ação oferece cursos em parceria com Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), abrangendo metodologias de ensino, currículo, avaliação e ensino do português escrito. Refletindo esse esforço, dados do Inep apontam um aumento de 74% no número de profissionais com formação específica em educação bilíngue de surdos entre 2024 e 2025. 

No campo da produção cultural e literária, o MEC apoia iniciativas pedagógicas em parceria com universidades federais, como o 3º e 4º Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras (promovido pela UFSCar) e o 1º Concurso Nacional de Literatura Surda e Festival Nacional de Sinalizantes (realizado pela UFPel). A diretora Patrícia Luiza Curione enfatizou que o incentivo a projetos literários em língua de sinais fortalece o desenvolvimento pedagógico e valoriza a expressão e a identidade dos estudantes surdos. Além disso, no segundo semestre de 2026, o ministério lançou sete editais em parceria com a Unesco para o desenvolvimento de materiais didáticos, instrucionais e formativos. 

Expansão no ensino superior – Por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), está prevista a criação de 1.040 vagas anuais em 23 ofertas de cursos de graduação direcionados à comunidade surda, no âmbito do eixo Universidades Inclusivas da segunda fase do Programa Universidades Transformadoras: 

  • Pedagogia Bilíngue: dez ofertas e 440 vagas anuais. 
  • Letras-Libras: nove ofertas e 340 vagas anuais. 
  • Tradução e Interpretação de Libras: quatro ofertas e 260 vagas anuais. 

A expansão de vagas na rede federal contempla 40 novas ofertas e 1.775 vagas anuais em áreas da saúde e do cuidado importantes para a identificação precoce da condição surda e para a orientação às famílias sobre o acesso à Libras desde a primeira infância, distribuídas entre Psicologia (745 vagas), Terapia Ocupacional (600 vagas) e Fonoaudiologia (430 vagas). O ingresso para as novas turmas ocorrerá de forma gradual, com oferta prioritária via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a partir de 2027. 

Garantia de aprendizagem – A análise do desenvolvimento escolar dos estudantes público-alvo da educação bilíngue de surdos deve considerar as especificidades linguísticas e culturais desses estudantes e a organização de um ensino nesse modelo. A diretora Patrícia Luiza Curione destacou que a avaliação do aprendizado não se pauta por comparações diretas de desempenho entre surdos e ouvintes, mas pelo oferecimento de condições efetivas para que o aluno surdo compreenda e aprenda os conteúdos curriculares tendo a Libras como língua de instrução, interação, comunicação e ensino. 

A diretora reforçou ainda que o ensino em Libras favorece a aprendizagem das demais áreas do conhecimento e da língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua, contribuindo para a autonomia do estudante ao longo de sua trajetória escolar e para sua participação plena na sociedade. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Sesu  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Comissão de Implantação da UFEsporte realiza primeira reunião

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Nesta quinta-feira, 24 de setembro, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) realizou sua primeira reunião ordinária no Ministério da Educação (MEC), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo federal, de instituições de ensino superior e de entidades do setor esportivo para iniciar o planejamento técnico e pedagógico da nova instituição de educação superior.  

Criada pela Lei nº 15.457, de 3 de julho de 2026, a UFEsporte tem como finalidade formar profissionais para a gestão de políticas públicas, administração de entidades esportivas e formadores especializados em treinamento de atletas de alto rendimento. 

Participaram do encontro o secretário de Educação Superior, Marcus Vinícius David; o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Augusto de Araújo; e a secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Castro Marques. Para a presidência da comissão, foi eleito o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fernando Marinho Mezzadri. A vice-presidência ficará a cargo do professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Israel Teoldo da Costa. 

O grupo é responsável por elaborar o estatuto, o regimento geral, o projeto pedagógico institucional e a estrutura organizacional da universidade, além de definir os cursos que comporão a oferta inicial da instituição. 

Instituído pela Portaria MEC nº 639/2026 e atualizado pela Portaria MEC nº 705/2026, o colegiado é composto por 28 membros, sendo 23 titulares e cinco suplentes. A estrutura integra representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Secretaria-Executiva do MEC, do Ministério do Esporte (MEsp), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e do Instituto Santos Dumont (ISD), além de professores e pesquisadores da área de Ciência do Esporte e indicação da Presidência do Senado Federal.  

De acordo com o planejamento apresentado para a instituição, as atividades acadêmicas estão previstas para começar no segundo semestre de 2027, com cinco cursos de graduação e cinco de pós-graduação lato sensu. Em quatro anos, a previsão é chegar a 11 cursos de graduação e até 3 mil estudantes. A grade acadêmica deverá abranger áreas como Ciência do esporte, educação física, gestão e marketing esportivo, medicina esportiva e reabilitação e nutrição esportiva. 

Entre as diretrizes previstas para a instituição estão ações relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência no paradesporto e ao acesso à educação formal por atletas em fase de transição de carreira. A proposta também contempla ações relacionadas à igualdade entre homens e mulheres no esporte, à igualdade de oportunidades e remuneração e ao combate à discriminação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu  

Fonte: Ministério da Educação

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