Menu

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agronegócio

Passaporte Agro ganha força com acordo Mercosul-UE e exige rastreabilidade total das exportações brasileiras

Publicado

A consolidação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve abrir uma nova fase para o agronegócio brasileiro a partir de 2026. Ao mesmo tempo em que amplia oportunidades para exportações de carnes, grãos, café e sucos, o tratado também eleva o nível de exigência sobre rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade das cadeias produtivas nacionais.

Nesse novo cenário, ganha destaque o chamado “Passaporte Agro”, conceito que reúne certificações, auditorias e mecanismos de verificação capazes de comprovar a origem sustentável dos produtos exportados pelo Brasil.

A exigência europeia vai além da qualidade do alimento. O foco agora inclui comprovação de ausência de desmatamento ilegal, respeito às normas trabalhistas, conformidade sanitária e transparência completa em toda a cadeia de fornecedores.

União Europeia amplia exigências para exportadores brasileiros

Com a entrada em vigor plena do acordo Mercosul-União Europeia prevista para o segundo semestre de 2026, cerca de 77% dos produtos agropecuários brasileiros deverão ter tarifas reduzidas ou eliminadas no mercado europeu, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Apesar da abertura comercial, empresas brasileiras precisarão atender critérios rigorosos de due diligence ambiental e social exigidos pelos compradores europeus.

Na prática, importadores passam a exigir informações detalhadas sobre toda a cadeia produtiva, incluindo:

  • origem das matérias-primas;
  • histórico ambiental de fornecedores;
  • conformidade trabalhista;
  • certificações sanitárias;
  • rastreabilidade logística;
  • antecedentes de parceiros comerciais.
Verificação de fornecedores vira diferencial competitivo

Segundo Gustavo Siegés, Country Manager da HireRight no Brasil, o processo de verificação de fornecedores tende a se tornar cada vez mais estratégico para o agro exportador.

De acordo com o especialista, o chamado background check não se limita apenas à checagem documental tradicional. O processo envolve análise de listas restritivas internacionais, validação de certificações, verificação societária e consultas a registros públicos nacionais e internacionais.

“O mercado europeu quer transparência total sobre quem produz, quem fornece e quem participa da cadeia de exportação”, destaca.

O executivo ressalta ainda que a verificação de antecedentes funciona como uma camada complementar aos processos de compliance ESG e não substitui auditorias completas de cadeia produtiva.

Falta de conformidade pode gerar bloqueios e prejuízos

As novas regras europeias aumentam significativamente os riscos para empresas que não implementarem sistemas robustos de rastreabilidade e compliance.

Carregamentos com suspeitas de irregularidades ambientais, trabalhistas ou sanitárias podem ser retidos ou rejeitados nos portos europeus, gerando custos elevados com armazenagem, devolução e perdas comerciais.

Além disso, companhias consideradas de alto risco podem entrar em sistemas permanentes de monitoramento da União Europeia, ficando sujeitas a inspeções mais rígidas e atrasos recorrentes nas liberações alfandegárias.

Empresas com rastreabilidade ganham espaço no mercado europeu

Por outro lado, empresas que investem em auditorias, certificações e verificação preventiva de fornecedores tendem a conquistar vantagens competitivas relevantes.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), realizado em parceria com a Universidade de São Paulo, aponta que 77% dos compradores europeus estão dispostos a pagar até 12% a mais por commodities com cadeia produtiva auditada e certificada por terceiros.

A pesquisa ouviu 150 compradores de supermercados da Alemanha, França e Países Baixos, reforçando a crescente valorização internacional da sustentabilidade e da transparência no comércio agrícola.

Agro brasileiro entra em nova era de compliance e sustentabilidade

Especialistas avaliam que o acordo Mercosul-União Europeia pode acelerar a modernização dos processos de governança no agronegócio brasileiro.

Além da qualidade produtiva já reconhecida globalmente, o setor passa a precisar demonstrar, de forma documentada e auditável, a sustentabilidade de suas operações.

Nesse contexto, o chamado “Passaporte Agro” surge como ferramenta estratégica para garantir acesso a mercados premium, ampliar competitividade internacional e proteger exportadores brasileiros contra sanções comerciais e barreiras regulatórias.

A tendência é que rastreabilidade, certificação e compliance deixem de ser diferenciais e passem a funcionar como requisitos básicos para a permanência do agro brasileiro no comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

Agronegócio impulsiona demanda por borracha e pneus reformados com foco em inovação, economia e sustentabilidade

Publicado

O agronegócio brasileiro estará entre os principais focos da Expobor 2026 e da Pneushow 2026, eventos que acontecem simultaneamente entre os dias 23 e 25 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. As feiras são consideradas as maiores da América Latina voltadas aos setores de artefatos de borracha e reforma de pneus, reunindo empresas, especialistas, fornecedores e representantes da indústria nacional.

A expectativa do setor é ampliar os debates sobre inovação tecnológica, sustentabilidade, economia circular e eficiência operacional no campo, temas cada vez mais estratégicos para o agronegócio brasileiro.

Segundo Reynaldo Lopes Megna, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb) e do Sindibor, os eventos se consolidaram como espaços importantes para geração de negócios e definição de tendências da cadeia produtiva.

“As feiras reúnem os principais líderes, fornecedores e compradores da cadeia da borracha e da reforma de pneus, ambiente onde se constroem relações comerciais e novas estratégias para o setor”, destacou durante encontro virtual com a imprensa agropecuária.

Borracha ganha importância na mecanização agrícola

Com o avanço da mecanização no campo, cresce também a demanda por componentes de borracha de alta performance utilizados em máquinas agrícolas, implementos e equipamentos industriais.

Entre os principais artefatos aplicados no agronegócio estão:

  • mangueiras;
  • correias transportadoras;
  • vedantes;
  • pisos industriais;
  • sistemas de amortecimento;
  • peças técnicas para máquinas agrícolas.

Esses componentes desempenham papel essencial na produtividade do setor, especialmente em operações submetidas a condições severas de trabalho, exposição climática intensa e longas jornadas operacionais.

De acordo com Renato Cordeiro, head de Portfólio de Eventos B2B da Francal, o agronegócio se tornou um dos segmentos mais relevantes para a indústria da borracha no Brasil.

“As feiras irão apresentar soluções, tecnologias e tendências voltadas ao aumento da produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade no campo”, afirmou.

Reforma de pneus avança no agro e reduz custos operacionais

Outro segmento em destaque será o mercado de reforma de pneus, especialmente voltado às operações agrícolas, transporte de cargas e usinas sucroenergéticas.

A prática vem ganhando espaço no agronegócio por proporcionar redução significativa dos custos de manutenção e maior aproveitamento da vida útil das carcaças.

No setor agropecuário, onde pneus representam uma parcela relevante das despesas operacionais, a reforma surge como alternativa estratégica para:

  • ampliar competitividade;
  • reduzir custos logísticos;
  • aumentar eficiência operacional;
  • diminuir impactos ambientais.

Além da economia financeira, a atividade está diretamente ligada aos conceitos de sustentabilidade e economia circular.

A reforma permite reduzir o descarte de resíduos sólidos, diminuir o consumo de matérias-primas e limitar as emissões de carbono associadas à fabricação de novos pneus.

Sustentabilidade e inovação estarão no centro dos debates

A programação da Expobor 2026 e da Pneushow 2026 também abordará temas considerados prioritários para o futuro do agronegócio e da indústria brasileira.

Entre os principais assuntos previstos estão:

  • economia circular;
  • sustentabilidade industrial;
  • inovação tecnológica;
  • custos logísticos;
  • impactos geopolíticos nas matérias-primas;
  • competitividade da indústria nacional.

Os organizadores destacam que o cenário global exige cada vez mais eficiência, produtividade e adoção de tecnologias sustentáveis para garantir competitividade ao agronegócio brasileiro.

Eventos reforçam integração entre indústria e agro

A realização conjunta das feiras reforça a aproximação entre o setor industrial e o agronegócio, especialmente em áreas ligadas à mecanização, logística e manutenção de equipamentos agrícolas.

A Expobor 2026 é organizada pela Francal em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb) e o Sindibor. Já a Pneushow 2026 conta com realização da Associação Brasileira da Reforma de Pneus (ABR) e da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp).

Com o avanço da mecanização agrícola e a busca crescente por soluções sustentáveis, o setor de borracha e reforma de pneus deve ganhar ainda mais relevância dentro da cadeia produtiva do agronegócio nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Agronegócio

Em São Paulo, ministro André de Paula destaca prioridades do Mapa para fortalecer a agropecuária brasileira

Publicado

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou nesta terça-feira (2) de reunião aberta do Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na sede da entidade na capital paulista. Com o tema “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, o ministro apresentou as principais ações e prioridades do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacando a importância do trabalho conjunto com o setor.

Durante o encontro, André de Paula também abordou os desafios enfrentados pelos produtores rurais e reforçou o compromisso do Governo Federal com a competitividade e o crescimento do agro brasileiro.

“O agro é um setor que responde por cerca de 25% do PIB nacional, gera milhões de empregos e é responsável por metade das exportações brasileiras. Por isso, é fundamental que governo e setor produtivo caminhem juntos, construindo soluções que fortaleçam a produção, ampliem oportunidades e garantam mais competitividade para o Brasil”, afirmou o ministro.

O evento é realizado a cada dois meses e reúne autoridades, empresários, representantes de entidades e lideranças do setor agropecuário para debater temas estratégicos para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. O encontro contou também com a participação virtual de representantes de associações comerciais e lideranças empresariais de diversas regiões do país.

Gestão

Durante sua apresentação, o ministro destacou que sua atuação à frente do Mapa tem sido pautada pela continuidade das políticas públicas em andamento e pelo fortalecimento do diálogo com todos os segmentos ligados ao agronegócio.

André de Paula ressaltou ainda a importância de ouvir produtores, cooperativas, entidades representativas e parlamentares para construir soluções alinhadas às demandas do campo. O ministro lembrou sua participação em diversos fóruns e encontros com lideranças do agro desde que assumiu a pasta, reforçando que a interlocução permanente é fundamental para enfrentar os desafios do setor.

Importância do agro para o Brasil

O ministro André destacou a relevância estratégica da agropecuária para a economia brasileira. Citou o impacto do serto no PIB e a importância para a geração de empregos.

André de Paula também ressaltou a contribuição decisiva do agro para o crescimento econômico nacional, lembrando que o desempenho do setor foi determinante para os resultados positivos registrados pelo Brasil nos últimos anos.

Plano Safra 26/27

Ainda, o ministro André de Paula destacou os preparativos para o Plano Safra 2026/2027, previsto para ser anunciado no dia 1º de julho. Segundo ele, o objetivo é ampliar os recursos disponibilizados ao setor e, principalmente, buscar condições de financiamento mais acessíveis aos produtores rurais.

De acordo com o ministro, além da ampliação do volume de crédito, o principal objetivo é garantir taxas de juros mais acessíveis aos produtores rurais.

Também ressaltou que os três primeiros Planos Safra do atual governo somam R$ 1,547 trilhão em recursos destinados ao setor, mais que o dobro dos R$ 713 bilhões disponibilizados durante os quatro anos da gestão anterior. “Queremos construir um Plano Safra robusto, mas também assegurar que a taxa de juros caiba no bolso do produtor rural”, afirmou.

Abertura de mercados

A ampliação do acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional foi outro tema abordado durante o encontro. André de Paula destacou que o Brasil já alcançou 616 aberturas de mercado, em 88 destinos, desde o início da atual gestão do presidente Lula e reafirmou a meta de chegar a 700 até o final deste ano.

Segundo o ministro, a estratégia de expansão comercial tem contribuído para diversificar destinos das exportações brasileiras e ampliar as oportunidades para diferentes cadeias produtivas, fortalecendo a presença do agro nacional nos mercados mais relevantes do mundo.

China e defesa agropecuária

Ao tratar das relações internacionais, André de Paula destacou a importância da China como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro. O ministro lembrou os avanços recentes obtidos nas negociações bilaterais e celebrou o reconhecimento do Brasil, por parte das autoridades chinesas, como país livre de febre aftosa sem vacinação.

O ministro também ressaltou a robustez do sistema brasileiro de defesa agropecuária, destacando a capacidade de resposta diante de emergências sanitárias e a credibilidade conquistada pelo país junto aos principais mercados importadores.

Fertilizantes

O ministro destacou as ações do governo federal para reduzir a dependência externa de fertilizantes e ampliar a segurança no abastecimento do setor agropecuário. Entre as iniciativas estão a articulação com países fornecedores, como China e Nigéria, e a retomada da produção nacional por meio da reativação de fábricas de fertilizantes no país.

André de Paula também ressaltou que o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes que consome e afirmou que a retomada das unidades industriais permitirá aumentar gradualmente a produção nacional, fortalecendo a competitividade e a segurança da agropecuária brasileira.

Valorização da Embrapa

Durante a agenda em São Paulo, André de Paula participou da inauguração do novo escritório da Embrapa na capital paulista e da assinatura de um acordo de cooperação entre a empresa e o Carrefour Brasil para qualificação de produtores rurais.

O ministro destacou a importância da Embrapa para a transformação da agropecuária nacional e ressaltou os investimentos realizados pelo Governo Federal em pesquisa, inovação e fortalecimento institucional da empresa. Entre as ações citadas estão a ampliação dos recursos destinados à pesquisa, a realização de concurso público para recomposição dos quadros técnicos e investimentos em infraestrutura voltados à modernização da instituição.

“O respeito pela Embrapa é tão grande que estamos triplicando os investimentos em pesquisa. Retomamos a realização de concursos públicos após 15 anos e estamos fortalecendo a estrutura da empresa para que ela continue impulsionando o desenvolvimento da agropecuária brasileira”, detalhou o ministro.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Política MT

Cidades

Nortão

Policial

Mais Lidas da Semana