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Agronegócio

Refis do Agro pode ser votado no Senado e surge como alternativa para aliviar crise financeira no campo

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O Senado Federal deve analisar nesta quarta-feira (10) o Projeto de Lei nº 5.122/2023, conhecido no setor como “Refis do Agro”. A proposta busca criar uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais, oferecendo condições diferenciadas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em decorrência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados.

A medida ganha relevância em um momento de forte pressão sobre o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, produtores rurais de diversas regiões do país enfrentaram perdas expressivas de produtividade provocadas por secas, enchentes e oscilações climáticas, além do aumento dos custos de produção e das dificuldades de acesso ao crédito.

Segundo o advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário e do Agronegócio, a aprovação do projeto pode representar um importante mecanismo para preservar a capacidade produtiva do setor.

“Estamos diante de uma ferramenta que busca oferecer condições para que os produtores consigam reorganizar suas finanças e manter a atividade econômica no campo, evitando o agravamento da inadimplência e das dificuldades de crédito”, afirma.

Projeto prevê juros reduzidos e longo prazo para pagamento

O texto, aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), estabelece condições especiais para a renegociação dos débitos rurais, com prazo de pagamento de até 10 anos e carência de três anos.

As taxas de juros propostas variam conforme o perfil do produtor:

  • Agricultura Familiar (Pronaf): 3,5% ao ano;
  • Médios produtores (Pronamp): 5,5% ao ano;
  • Demais produtores rurais: 7,5% ao ano.

O objetivo é proporcionar maior previsibilidade financeira e permitir que os produtores retomem investimentos nas próximas safras sem comprometer sua capacidade de pagamento.

Abrangência inclui CPRs e amplia proteção à cadeia produtiva

Um dos principais diferenciais do projeto é a abrangência dos débitos passíveis de renegociação. Além das operações tradicionais de crédito rural, a proposta contempla também as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas junto a instituições financeiras, cooperativas e fornecedores de insumos.

Na avaliação de especialistas do setor, a inclusão das CPRs amplia o alcance da medida e fortalece toda a cadeia produtiva do agronegócio, reduzindo riscos de inadimplência em diferentes segmentos ligados à produção agrícola.

Outro ponto relevante é a previsão de suspensão de medidas de cobrança durante o período de negociação, incluindo execuções judiciais e restrições cadastrais relacionadas às dívidas abrangidas pelo programa.

Debate envolve impacto fiscal e preservação da produção

Apesar do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo, a proposta enfrenta questionamentos na área econômica do governo federal. Entre os principais pontos de debate está a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para subsidiar parte das taxas de juros previstas no programa.

Defensores do projeto argumentam que o custo fiscal da medida pode ser compensado pela manutenção da atividade econômica no campo, pela preservação de empregos e pela continuidade da produção agropecuária.

O tema também está relacionado à segurança alimentar e ao abastecimento interno, uma vez que o agronegócio responde por parcela significativa da produção de alimentos e das exportações brasileiras.

Setor aguarda definição do Senado

A expectativa do mercado é que a votação no Plenário do Senado avance nas próximas horas. Caso aprovado, o projeto poderá representar um dos principais instrumentos de recuperação financeira para produtores rurais afetados pelas adversidades climáticas registradas nas últimas safras.

Lideranças do agronegócio acompanham a tramitação com atenção, destacando que a disponibilidade de crédito e a reorganização das dívidas serão fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada agrícola e para a manutenção dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

CV Nelore Mocho leva 50 reprodutores ao leilão da Feicorte 2026 e reforça genética de ponta na pecuária de corte

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A CV Nelore Mocho, referência nacional em melhoramento genético bovino, participará da 22ª edição da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que será realizada entre os dias 23 e 26 de junho de 2026, em Presidente Prudente (SP). O evento é considerado um dos mais importantes do calendário da pecuária de corte brasileira.

Em 2026, a marca celebra 40 anos de seleção genética contínua e marcará presença na feira com estande próprio e programação especial voltada a criadores, investidores e profissionais do setor.

Leilão reúne 50 reprodutores com avaliação genética completa

O ponto alto da participação da CV Nelore Mocho será o seu primeiro leilão de 2026, agendado para o dia 24 de junho, a partir do meio-dia. Na ocasião, serão ofertados 50 reprodutores da safra 2024, todos com avaliação genética completa pelos principais programas de melhoramento do país, incluindo PMGZ, Geneplus e GMA.

Os animais representam o resultado de décadas de investimento em tecnologia, ciência aplicada e eficiência produtiva, pilares que sustentam o trabalho da marca na pecuária moderna. A seleção busca reunir características como desempenho, rusticidade e ganho genético consistente, fundamentais para a evolução dos rebanhos de corte no Brasil.

Leilão será realizado presencialmente e com transmissão nacional

O evento será conduzido pela Leilosul e realizado de forma presencial no Espaço Tatersal do Recinto de Exposições Jacob Tosello, dentro da programação oficial da Feicorte 2026.

Para ampliar o alcance e facilitar a participação de compradores de diferentes regiões do país, o leilão também será transmitido ao vivo pelo Canal do Boi, tradicional plataforma de difusão de negócios agropecuários no Brasil.

Marca reforça legado e compromisso com a pecuária moderna

Com quatro décadas de atuação, a CV Nelore Mocho destaca que sua participação na Feicorte reforça o compromisso com inovação genética, produtividade e sustentabilidade na pecuária de corte.

A trajetória da marca está associada ao trabalho de Carlos Viacava, nome reconhecido no setor por sua contribuição à evolução do melhoramento genético bovino no país, consolidando a empresa como uma das referências na seleção de Nelore Mocho no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Sphenophorus levis ameaça produtividade da cana e reforça necessidade de manejo integrado nos canaviais do Centro-Sul

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O Sphenophorus levis, popularmente chamado de bicudo-da-cana, segue como uma das principais pragas da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. De comportamento discreto e difícil controle, o inseto tem ampliado o nível de preocupação entre produtores, especialmente em períodos de estiagem, quando os danos à lavoura tendem a se intensificar.

A praga atua diretamente no sistema radicular da planta, comprometendo o desenvolvimento dos canaviais, reduzindo a produtividade e impactando a longevidade das áreas cultivadas.

Ataque subterrâneo compromete touceiras e reduz produtividade

As larvas do Sphenophorus levis se alimentam dos rizomas da cana-de-açúcar, abrindo galerias e destruindo estruturas essenciais da planta. Esse ataque resulta na morte de perfilhos e, em casos mais severos, na perda total da touceira.

O impacto econômico é relevante, já que a praga pode causar perdas estimadas em até 25 toneladas de cana por hectare ao ano, dependendo do nível de infestação e das condições da lavoura.

Segundo especialistas, um dos principais desafios no controle da praga está no seu ciclo biológico, amplamente protegido no ambiente subterrâneo, o que dificulta a ação de medidas de controle convencionais.

Ciclo biológico favorece disseminação e dificulta controle

Grande parte do ciclo do Sphenophorus levis ocorre abaixo do solo, onde ovos, larvas e pupas permanecem protegidos no interior das touceiras. Apenas os adultos são encontrados fora desse ambiente, mas ainda assim permanecem escondidos entre restos culturais, colmos caídos e galerias abertas.

A espécie pode apresentar de quatro a cinco gerações por ano, o que contribui para sua rápida reinfestação em áreas já afetadas.

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela, a dificuldade de identificação precoce agrava o cenário no campo.

“O Sphenophorus é hoje uma das pragas mais complexas dos canaviais justamente pela dificuldade de controle e pelo impacto econômico que provoca, podendo ocasionar perdas de até 25 toneladas de cana-de-açúcar por hectare ao ano”, explica.

Manejo preventivo é fundamental no controle da praga

Diante do alto potencial de dano, o manejo preventivo é apontado como a principal estratégia para reduzir a disseminação do bicudo-da-cana. Entre as recomendações técnicas estão o uso de mudas sadias, higienização rigorosa de máquinas e implementos agrícolas e adoção de práticas de controle em áreas infestadas.

Também são indicadas estratégias como vazio sanitário e destruição mecânica da soqueira em áreas com alta pressão da praga.

Segundo Tomazela, a disseminação ocorre principalmente por meio de mudas contaminadas e restos vegetais transportados por equipamentos agrícolas.

“O inseto não possui capacidade de voo, então sua disseminação está diretamente ligada à movimentação de mudas e máquinas. Por isso, o uso de inseticidas e o monitoramento constante são fundamentais dentro do manejo integrado”, destaca o especialista.

Monitoramento contínuo reduz impacto e melhora eficiência do controle

O acompanhamento frequente dos canaviais é essencial para a identificação precoce dos sintomas da infestação e definição de estratégias de controle mais eficazes.

Em áreas já comprometidas, o tratamento químico aplicado na soqueira e no sulco de plantio segue como uma das principais ferramentas para redução da população do inseto e preservação do potencial produtivo da lavoura.

Cana-de-açúcar mantém relevância no mercado de defensivos agrícolas

Dados do levantamento realizado pela Kynetec Brasil, a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), mostram que a Área Potencial Tratada (PAT) com defensivos agrícolas na cana-de-açúcar representou cerca de 4% do total em 2025.

O indicador se manteve estável nos últimos anos, enquanto o valor de mercado associado aos defensivos para a cultura chegou a aproximadamente 8% do total movimentado no setor.

Os números reforçam a relevância da canavicultura no mercado de proteção de cultivos e evidenciam a crescente demanda por tecnologias voltadas à eficiência agronômica e à preservação do potencial produtivo dos canaviais brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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