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Mato Grosso

ALÉM DAS BUSCAS, O STF DEFERIU MEDIDAS CAUTELARES CONTRA 31 INVESTIGADOS, INCLUINDO APREENSÃO DE PASSAPORTES, PROIBIÇÃO DE VIAGENS INTERNACIONAIS, QUEBRA DE SIGILOS BANCÁRIO E FISCAL

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PF deflagra Operação Heritage contra esquema de lavagem de R$ 308 milhões em acordo entre MT e Oi

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos envolvendo um acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi S.A. As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contemplam 25 mandados de busca e apreensão cumpridos em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Além das buscas, o STF deferiu medidas cautelares contra 31 investigados, incluindo apreensão de passaportes, proibição de viagens internacionais, quebra de sigilos bancário e fiscal, e proibição de contato entre os suspeitos, salvo em casos de vínculo familiar estrito. O bloqueio e a indisponibilidade de bens somam aproximadamente R$ 316 milhões.

Alvos da operação e medidas cautelares

Entre os principais alvos está o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), atual candidato ao Senado. Sua residência e a de sua esposa, Virginia Mendes (União Brasil), candidata à Câmara Federal, foram alvo de buscas, e ambos tiveram os passaportes retidos.

Outro nome de destaque é o deputado federal e candidato a vice-governador Fábio Garcia (União Brasil), além de seus pais, Laura Paulino Garcia e Fernando Robério de Borges Garcia, e de sua irmã, a subprocuradora-geral do Estado, Fabíola Paulino Garcia Pereira Cardoso.

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, e o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Gomes de Almeida, também estão na lista. Ambos tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país. O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Júnior, e familiares próximos também são investigados.

A proibição de contato entre os investigados visa evitar o alinhamento de versões e a obstrução das apurações, já que os envolvidos estão inseridos em núcleos interligados por relações profissionais, societárias, financeiras e pessoais.

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Mato Grosso

ARAGUAIA DÁ O RECADO: JANAILZA TAVEIRA SURGE COMO O NOME MAIS LEMBRADO DA REGIÃO PARA AL.MT

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A ex-prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira (Podemos), segue se consolidando como uma das principais lideranças políticas da região do Araguaia na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Na pesquisa registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-00275/2026, Janailza aparece com 1,3% das intenções de voto, figurando entre os nomes lembrados pelos eleitores para o cargo de deputada estadual.

O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral e, conforme os dados técnicos informados no sistema oficial, ouviu 1.300 eleitores, entre os dias 18 e 22 de julho de 2026, possui margem de erro de 2,72 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa é MT-00275/2026. (Justiça Eleitoral⁠)

O desempenho reforça a força política de Janailza, que administrou São Félix do Araguaia por dois mandatos e permanece como uma das lideranças mais lembradas da região. Mesmo diante de diversos nomes colocados para a disputa estadual, a ex-prefeita continua aparecendo nas pesquisas, demonstrando reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória pública.

Durante os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura de São Félix do Araguaia, Janailza comandou uma gestão marcada por investimentos em infraestrutura, pavimentação urbana, melhorias na saúde pública, fortalecimento da atenção básica, reformas e ampliações de unidades de saúde, além de obras de urbanização em diversos bairros do município. Sua administração também ficou conhecida pela ampliação dos serviços públicos e por ações voltadas ao desenvolvimento da cidade, que contribuíram para melhorar a qualidade de vida da população. (Justiça Eleitoral⁠)

Nos bastidores da política estadual, fontes ligadas ao Podemos afirmam que Janailza é considerada uma das principais apostas do partido para representar o Araguaia na Assembleia Legislativa. A avaliação é de que sua experiência administrativa, aliada ao trabalho desenvolvido na região e à boa aceitação junto ao eleitorado, a coloca entre os nomes competitivos da legenda.

O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, tem declarado em entrevistas que o partido trabalha com a expectativa de eleger até seis deputados estaduais nas eleições de 2026. Nesse cenário, aliados acreditam que Janailza reúne condições para conquistar uma dessas vagas e fortalecer a representatividade política do Araguaia no Parlamento Estadual.

Para apoiadores, o resultado da pesquisa demonstra que o legado deixado por Janailza em São Félix do Araguaia continua sendo reconhecido pela população. Além da experiência como gestora, a ex-prefeita intensificou nos últimos meses uma agenda de visitas aos municípios mato-grossenses, especialmente na região do Araguaia, fortalecendo o diálogo com lideranças e ouvindo as principais demandas da população.

Com presença constante nas pesquisas eleitorais e apoio crescente na região, Janailza Taveira entra na reta da campanha como um dos nomes mais competitivos do Araguaia na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Mato Grosso

TJMT vê cerceamento de defesa e anula condenação de 10 anos de cadeia da esposa de tesoureiro de facção

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TJMT anulou condenação de Cristiane Patrícia Rosa Prins, esposa de W.T.

Vídeo de interrogatório estava indisponível nos autos e pena de mais de 10 anos foi anulada

 

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a condenação de 10 anos e 8 meses de reclusão imposta a Cristiane Patrícia Rosa Prins, no âmbito da Operação Red Money.

Cristiane é esposa de Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como W.T., apontado como tesoureiro de uma facção criminosa.

A decisão foi tomada após a defesa da ré, conduzida pelo advogado João Octavio Ostrovski, apontar uma falha processual grave: a indisponibilidade da gravação audiovisual do interrogatório de Cristiane nos autos digitais.

JD CUIABA MEIO

“Se o conteúdo do interrogatório da embargante é inacessível nos autos, como poderia o Egrégio Colegiado ter cumprido o efeito devolutivo do recurso de apelação e reexaminado integralmente a matéria impugnada? O acórdão não responde, e é exatamente essa omissão que o torna obscuro”, argumentou a defesa.

Os advogados também alegaram que houve cerceamento de defesa, afirmando que a irregularidade só foi identificada após a digitalização do processo e durante a tramitação da apelação, quando se constatou a impossibilidade de acessar o registro do interrogatório da acusada. As mídias audiovisuais são consideradas elementos essenciais para o exercício da ampla defesa.

MEIO AGUAS

 

Ao acolher os argumentos, o relator, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que o desaparecimento das mídias audiovisuais gerou um prejuízo processual “concreto e insuperável” para a ré.

Conforme o voto, o Código de Processo Penal determina que depoimentos e interrogatórios sejam registrados por gravação eletrônica ou audiovisual, justamente para garantir maior fidelidade na produção da prova e possibilitar sua revisão pelas partes e pelos tribunais.

Para o colegiado, a gravação do interrogatório constitui uma garantia indispensável ao exercício da ampla defesa. “A ausência do registro eletrônico do interrogatório da ré, sem que o ato tenha sido integralmente reduzido a termo, equivale à falta de defesa, acarretando nulidade absoluta do julgamento”, concluiu o relator.

Operação Red Money

A Operação Red Money foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em agosto de 2018 com o objetivo principal de descapitalizar e desarticular o sistema financeiro da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso. A investigação revelou que a organização possuía uma estrutura financeira altamente organizada, funcionando de forma semelhante a um sistema bancário próprio.

O grupo criminoso movimentou mais de R$ 52 milhões em contas bancárias por meio de atividades ilícitas. O dinheiro era arrecadado principalmente com o tráfico de drogas, extorsões contra comerciantes e a cobrança de taxas mensais (“mensalidades”) de seus próprios integrantes.

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