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Saúde

Ministério da Saúde oferece cursos para qualificar profissionais da atenção primária na detecção precoce do câncer

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Estão abertas as inscrições para sete cursos gratuitos e 100% online do Projeto Detecta APS, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Entre as qualificações disponíveis, o curso “Detecção Precoce de Câncer: Estratégias de Gestão na APS – 2ª edição” está com vagas remanescentes e recebe inscrições até às 16h desta sexta-feira (7/8). Ele é realizado na modalidade EaD com tutoria e está voltado para gestores da atenção primária. Os demais cursos são autoinstrucionais e permanecem com matrículas abertas por prazo indeterminado.

A iniciativa apoia a implementação das diretrizes nacionais para a detecção precoce dos cânceres na APS, incluindo o rastreamento dos cânceres do colo do útero e de mama, contribuindo para o fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde e para a qualificação do cuidado ofertado à população. Confira mais detalhes abaixo:

Cursos com inscrições abertas

Prazo de inscrição: até 7 de agosto às 16h

Carga horária: 40h

O curso aborda estratégias para fortalecer a gestão da detecção precoce do câncer na atenção primária, contribuindo para a organização dos processos de trabalho e para a ampliação do acesso da população às ações de rastreamento e diagnóstico oportuno.

Carga horária: 10h

Apresenta conceitos e estratégias para organização das Redes de Atenção à Saúde e implementação do rastreamento organizado dos cânceres de colo do útero e de mama na APS.

Carga horária: 10h

Qualifica profissionais para reconhecer sinais e sintomas sugestivos de câncer, favorecendo o encaminhamento oportuno e reduzindo atrasos no diagnóstico.

Carga horária: 10h

Aborda ferramentas e estratégias para o planejamento das ações a partir do conhecimento da população adscrita, fortalecendo o cuidado longitudinal e a organização da assistência.

Carga horária: 10h

Discute ações de promoção da saúde e prevenção dos principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.

Carga horária: 10h

Apresenta metodologias para monitoramento, avaliação e acompanhamento contínuo das pessoas elegíveis para o rastreamento organizado.

Carga horária: 10h

Atualiza os participantes sobre as recomendações nacionais para a detecção precoce desses cânceres, reforçando a importância da atuação da Atenção Primária na coordenação do cuidado.

Proadi-SUS e Detecta APS

Criado em 2009 com o objetivo de apoiar políticas de saúde por meio da cooperação entre o Ministério da Saúde e hospitais de excelência, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde desenvolve projetos de interesse público nas áreas de gestão, pesquisa, avaliação de tecnologias, inovação e formação de profissionais. As iniciativas buscam subsidiar o desenvolvimento de soluções voltadas ao aperfeiçoamento da gestão e da assistência no SUS. 

O Projeto Detecta-APS é uma iniciativa da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) no âmbito do Proadi-SUS. O objetivo é apoiar a organização e a qualificação dos processos de trabalho das equipes que atuam na APS para a detecção precoce dos cânceres e a continuidade do cuidado. Entre as ações, estão a produção de materiais técnicos e educativos, a oferta de cursos para a qualificação de profissionais e gestores(as), além do apoio in loco em territórios prioritários, subsidiando a adoção de boas práticas e a tomada de decisão baseada em dados e evidências científicas.

Camila Rocha
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Oito Centros de Convivência passam a integrar a rede de saúde mental do SUS

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O Brasil passa a contar com oito Centros de Convivência (CECOs), habilitados para integrar a rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Voltados à convivência, à participação social, à promoção da cidadania e à inclusão social, os CECOs desenvolvem atividades culturais, educativas, esportivas, de lazer, economia solidária e interação comunitária. Os espaços são abertos à população em geral e têm papel estratégico para pessoas em sofrimento psíquico e em situação de vulnerabilidade social, complementando as ações da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A medida foi oficializada pelas Portarias GM/MS nº 12.016 e GM/MS nº 12.013, de 23 de julho de 2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Conforme previsto nas normativas, os oito Centros de Convivência (CECOs) habilitados receberão, em conjunto, R$ 300 mil mensais para custeio, o que representa R$ 3,6 milhões em recursos federais por ano para manutenção dos serviços.

Os serviços habilitados serão implantados nos seguintes municípios:

  • Uberlândia (MG)
  • Betim (MG)
  • Boa Esperança (MG)
  • Curvelo (MG)
  • Virgolândia (MG)
  • Contagem Carmo (RJ)
  • Joinville (SC)

“Os Centros de Convivência já fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial há muitos anos e demonstram, na prática, sua potência na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social. Com a habilitação e o financiamento federal fortalecemos uma estratégia fundamental para a reabilitação psicossocial e para a construção de vínculos comunitários”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati.

Fortalecimento de laços sociais e à promoção da cidadania

Os Centros de Convivência são espaços comunitários voltados ao fortalecimento de laços sociais, à promoção da cidadania e ao protagonismo dos participantes. Neles, a população em geral pode participar de atividades de convivência, cultura, esporte, lazer e economia solidária que favorecem a inclusão social, a ampliação da circulação nos territórios e a construção de vínculos comunitários.

Entre as iniciativas desenvolvidas nos CECOs estão ações relacionadas à arte, cultura, comunicação, esporte, lazer, economia solidária, comercialização e formalização de empreendimentos. As atividades estimulam a participação social, o protagonismo e a troca de saberes entre os conviventes, que podem atuar tanto como aprendizes quanto como multiplicadores de conhecimentos. Além de fortalecer vínculos comunitários, os espaços contribuem para que os participantes reconheçam suas potencialidades e ampliem suas possibilidades de inclusão social e de geração de renda por meio de iniciativas como artesanato, culinária e outros empreendimentos coletivos.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Medicamento inovador ofertado no SUS reduz em até 85% as internações de pessoas com fibrose cística

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O uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). Os primeiros resultados do cuidado com a terapia de alto custo, ofertada gratuitamente na rede pública há quase dois anos, foram apresentados nesta quinta-feira (6), durante evento realizado na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília, com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Atualmente, mais de 2,4 mil pacientes são beneficiados com a terapia no sistema público. Na rede privada, uma caixa do Trikafta custa, em média, R$ 194,5 mil.  Já o tratamento pode chegar R$ 2,5 milhões por paciente por ano.

“Estamos falando de salvar vidas e aliviar o bolso das famílias. Esses debates e estudos representam mais um passo para atrair a indústria a firmar novas parcerias com o SUS e ampliar a produção nacional de medicamentos. Com isso, garantimos um acesso mais sustentável aos tratamentos, reduzindo a necessidade de transplantes, internações e até do uso de antibióticos”, disse Padilha.

O Relatório Nacional de Monitoramento, realizado pelo Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística, evidencia que o medicamento também diminuiu em até 91,6% a necessidade de oxigenioterapia domiciliar das pessoas com a doença. Também foi observado uma redução de até 90% dos transplantes pulmonares após a oferta do medicamento, redução dos ciclos de inflamação e infecção, diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos, aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar e benefícios consistentes no estado nutricional.

O estudo de vida real ocorreu ao longo de um ano e avaliou 647 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, em tratamento com a terapia tripla moduladora elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor (Trikafta). O acompanhamento foi realizado em 39 Centros de Referência no Brasil. Um dos biomarcadores mais sensíveis da fibrose cística é o cloreto no suor, que apresentou redução após a utilização do Trikafta, proporcionando maior qualidade de vida, domínio físico e respiratório aos pacientes.

A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que faz o corpo produzir um muco muito grosso e pegajoso, que entope os pulmões e o aparelho digestivo, causando tosses constantes, infecções respiratórias e dificuldade para digerir os alimentos e ganhar peso. No SUS, o cuidado é realizado na atenção especializada, com 128 centros de referência habilitados em todo o país, iniciando com o diagnóstico por meio da triagem neonatal, realizada por meio do teste do pezinho, seguido de tratamento de qualidade e multiprofissional à população nos serviços de referência.

Oferta do Trikafta no SUS

O medicamento pode ser retirado pelo paciente nas farmácias de alto custo de todo o país, com a apresentação da receita médica devidamente emitida e carimbada pelo especialista. O medicamento é administrado em casa, por via oral, seguindo as diretrizes de tratamento de acordo com o quadro clínico de cada pessoa.

Até o momento, o Ministério da Saúde já entregou mais de 6 milhões de unidades do medicamento aos estados, que são responsáveis pela distribuição aos municípios. Ao todo, foram investidos R$ 2,8 bilhões em recursos federais.

Em 2023, o tratamento foi incorporado ao SUS para pacientes a partir de seis anos que apresentem, pelo menos, uma mutação F508del no gene CFTR, localizado no cromossomo 7, que produz uma proteína que controla a passagem de sal e água pelas células. Mutações ou erros neste gene impedem o fluxo correto de líquidos, tornando as secreções do organismo mais espessas, dificultando a sua eliminação e desencadeando sintomas como pneumonias, tosse crônica, dificuldade para ganhar peso e estatura e diarreia.

 Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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