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Política MT

Ex-assessor investigado por venda de sentenças aparece em decisão de Dino sobre caso Oi

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O ex-assessor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rodrigo Vechiato da Silveira, investigado na Operação Sisamnes por suposta participação em um esquema de venda de sentenças, aparece entre os nomes citados na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que autorizou as medidas da Operação Heritage. A investigação apura supostas irregularidades no acordo de R$ 308 milhões firmado entre o governo e a operadora Oi, cujo alvo central é o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

Vechiato atua no escritório Ricardo Almeida Advogados Associados, atualmente administrado por Ana Letycia, esposa do desembargador do TJ, Ricardo Almeida. O desembargador também figura entre os investigados na Operação Heritage. Por meio de nota, ele esclareceu que não foi alvo de busca e apreensão, mas de retenção de passaporte;

Além de Vechiato, Ana Letycia também é mencionada na decisão do STF entre as pessoas relacionadas à estrutura financeira analisada pela Polícia Federal. Ela passou a comandar o escritório após Ricardo Almeida deixar a advocacia para assumir o cargo de desembargador.

Conforme a decisão de Flávio Dino, a investigação identificou uma estrutura composta por mais de 15 fundos de investimento e um conjunto de pessoas físicas e jurídicas com relações societárias e negociais interligadas. O ministro afirma que os elementos reunidos revelam “intensa conexão probatória e aparente unidade de desígnios”, motivo pelo qual afastou, neste momento, o desmembramento da investigação.

INVESTIGAÇÃO NA SISAMNES

Rodrigo Vechiato já cumpre medidas cautelares impostas na Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de venda de sentenças no âmbito do TJMT. O advogado e ex-assessor do Tribunal de Justiça é investigado por supostamente atuar como intermediário entre o gabinete do desembargador Sebastião de Moraes Filho e o advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023.

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Política MT

Fechados com Pivetta e Mendes, Podemos libera candidatos para apoiar Wellington e Janaina

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Max Russi optou pela medida para manter o partido unido; prioridade da legenda são as proporcionais, elegendo seis na AL e dois em Brasília

O presidente do Podemos em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, decidiu liberar candidatos e lideranças municipais para apoiarem o candidato ao governo, senador Wellington Fagundes (PL), e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) que disputa o Senado. A medida veta sanções internas caso os filiados optem por não pedir votos ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem o Podemos definiu coligação.

A decisão foi tomada após reunião da executiva estadual para manter a unidade no partido depois de dias de intensos debates internos sobre o posicionamento da sigla nas eleições de 2026.

O Podemos chegou a discutir o lançamento de candidatura própria ao Palácio Paiaguás, tendo como principal nome o CEO da Ditado Produções, Elson Ramos, além de negociar espaço na chapa majoritária como candidato a vice-governador. Para evitar novos desgastes e eventuais processos por infidelidade partidária, a direção optou por liberar os filiados na disputa majoritária.

A desistência da candidatura própria e da disputa pela vice também permitiu ao partido permanecer na base do governador Otaviano Pivetta. Com isso, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) foi confirmado como candidato a vice-governador.

Como parte das negociações conduzidas por Max Russi, Elson Ramos foi contemplado com a segunda suplência da candidatura ao Senado do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

Com o cenário definido, o Podemos passa a concentrar sua estratégia eleitoral nas chapas proporcionais. A expectativa da legenda é eleger seis deputados estaduais e conquistar duas cadeiras na Câmara dos Deputados. O presidente do partido também mantém a expectativa de alcançar uma sétima vaga na Assembleia Legislativa, conjectura classificada por Max como “um sonho”.

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Candidata de MT à presidência da República passa a ser cotada para vice de WF ou Flávio

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Clariana Barão foi lançada pelo Democracia Cristã como candidata à Presidência após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa

A candidata à presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), a advogada mato-grossense Clariana Barão, é sondada para a vice dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Wellington Fagundes (PL). Em ambas as conjecturas, a cuiabana teria de recuar da chapa própria ao Palácio do Planalto, o que não seria um prejuízo a Clariana, considerando que o ingresso tardio na disputa a deixou ‘estacioanada’ nas últimas posições das pesquisas.

De acordo com a apuração do HNT, Wellington procurou Clariana pessoalmente após decidir retirar o empresário Marcelo Maluf (Novo) do pleito pela vice-governadoria. A advogada também recebeu contato da deputada estadual Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado e nora do senador, que é simpática à composição com uma mulher como candidata a vice-governadora na chapa do sogro.

A movimentação ocorre em meio à crise instalada no grupo bolsonarista após a aliança entre PL e MDB. A retirada de Maluf provocou forte reação do Novo e expôs novas fissuras na direita mato-grossense. Agora, Wellington busca reconstruir a chapa apostando em um nome feminino para ampliar o diálogo com o eleitorado e amenizar o desgaste provocado pela mudança de última hora, que levou o senador a romper com o primeiro partido a declarar apoio ao seu projeto de governo.

A sondagem nacional também é reflexo de uma quebra na direita. Ao formalizar o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente, Flávio sentiu o peso da rejeição. Alfredo é investigado pelo suposto estupro de uma adolescente. O processo gerou um efeito-rebote ao deputado que já é considerado fora da dobradinha com Flávio.

Clariana Barão foi lançada pelo Democracia Cristã como candidata à Presidência após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Em seu discurso de lançamento, a advogada afirmou que pretende representar as mulheres na política e destacou a baixa participação feminina nas disputas majoritárias. “Quero ser a voz de milhares de mulheres”, declarou à época.

Caso aceite qualquer uma das composições, Clariana abandonará a disputa presidencial para integrar um projeto considerado mais competitivo eleitoralmente, seja no cenário estadual ou nacional. As conversas, entretanto, ainda ocorrem nos bastidores e dependem de definições políticas nas próximas horas.

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